Sinal de alerta
Publicado em: 02/07 - 12:11
Desde 2003, quando o ex-presidente Lula criou o Ministério do Turismo, o setor ganhou maior representatividade e conquistou, ao longo de seis anos, visibilidade e resultados expressivos, fruto de um trabalho iniciado pelo então ministro Walfrido dos Mares Guia e em função da recuperação econômica do país. A decisão da presidente Dilma Rousseff de utilizar o MTur como um trunfo para favorecer interesses políticos, levou a pasta a ser ocupada por indicações de nomes onde os critérios técnicos foram deixados de lado para que se implantar um modelo de “apadrinhamento” com resultados catastróficos.
A demissão do ex-ministro Pedro Novais, após denúncia de favorecimento pessoal, logo após a prisão de seu secretário executivo, Frederico Silva, num operação da Polícia Federal, foram os primeiros sinais de alerta de que o setor tinha saído definitivamente dos trilhos e perdido o rumo. Diante desse quadro, a nomeação do ministro Gastão Vieira, com promessas de moralização do setor e implementação dos programas de fomento, se criou uma nova expectativa por parte dos diversos segementos que integram esta indústria, uma das mais importantes para a economia do país, ocupando um lugar de destaque na Balança de Comercial, no item serviços.
Decorridos nove meses de sua gestão o que se pode constatar é que ainda há muito o que fazer. Importantes medidas como a Lei Geral do Turismo e a nova etapa do Plano Nacional do Turismo não saíram do papel. O Salão do Turismo Roteiros do Brasil foi simplesmente cancelado sem uma explicação plausível. Da mesma forma que os programas como Viaja Mais Melhor Idade e Vai Brasil continuam estagnados. Os EBT’s no exterior continuam com suas portas fechadas e para culminar a exoneração de Ricardo Moesch, ex-diretor do MTur, sob investigação de favorecimento para o Instituto Marca Brasil, e de Bel Mesquita, secretária nacional de políticas de Turismo, para atender interesses políticos e eleitorais, comprovam que pouca coisa mudou.
Não fosse a iniciativa privada, o desastre seria completo. O Governo que é responsável pelo fomento e elaboração de políticas públicas e não tem feito o seu papel. Estados e municípios cobram medidas eficazes, e se continuarmos neste ritmo, certamente os resultados serão ainda mais catastróficos num retrocesso sem precedentes. Há que se reconhecer avanços como o trabalho realizado pela Embratur, que mesmo com poucos recursos, têm procurado divulgar o país, num trabalho liderado pelo presidente Flávio Dino.
O sinal de alerta já foi dado e a verdade é que o MTur precisa reconquistar a credibilidade perdida junto ao setor. Para isso, é importante deixar de lado interesses políticos e priorizar a formação de uma equipe técnica capaz de retomar o ritmo de crescimento e permitir que o Turismo alcance um padrão de qualidade e profissionalismo que o leve a retomar o lugar de destaque que merece entre as prioridades do Governo.
Roy Taylor
A demissão do ex-ministro Pedro Novais, após denúncia de favorecimento pessoal, logo após a prisão de seu secretário executivo, Frederico Silva, num operação da Polícia Federal, foram os primeiros sinais de alerta de que o setor tinha saído definitivamente dos trilhos e perdido o rumo. Diante desse quadro, a nomeação do ministro Gastão Vieira, com promessas de moralização do setor e implementação dos programas de fomento, se criou uma nova expectativa por parte dos diversos segementos que integram esta indústria, uma das mais importantes para a economia do país, ocupando um lugar de destaque na Balança de Comercial, no item serviços.
Decorridos nove meses de sua gestão o que se pode constatar é que ainda há muito o que fazer. Importantes medidas como a Lei Geral do Turismo e a nova etapa do Plano Nacional do Turismo não saíram do papel. O Salão do Turismo Roteiros do Brasil foi simplesmente cancelado sem uma explicação plausível. Da mesma forma que os programas como Viaja Mais Melhor Idade e Vai Brasil continuam estagnados. Os EBT’s no exterior continuam com suas portas fechadas e para culminar a exoneração de Ricardo Moesch, ex-diretor do MTur, sob investigação de favorecimento para o Instituto Marca Brasil, e de Bel Mesquita, secretária nacional de políticas de Turismo, para atender interesses políticos e eleitorais, comprovam que pouca coisa mudou.
Não fosse a iniciativa privada, o desastre seria completo. O Governo que é responsável pelo fomento e elaboração de políticas públicas e não tem feito o seu papel. Estados e municípios cobram medidas eficazes, e se continuarmos neste ritmo, certamente os resultados serão ainda mais catastróficos num retrocesso sem precedentes. Há que se reconhecer avanços como o trabalho realizado pela Embratur, que mesmo com poucos recursos, têm procurado divulgar o país, num trabalho liderado pelo presidente Flávio Dino.
O sinal de alerta já foi dado e a verdade é que o MTur precisa reconquistar a credibilidade perdida junto ao setor. Para isso, é importante deixar de lado interesses políticos e priorizar a formação de uma equipe técnica capaz de retomar o ritmo de crescimento e permitir que o Turismo alcance um padrão de qualidade e profissionalismo que o leve a retomar o lugar de destaque que merece entre as prioridades do Governo.
Roy Taylor
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