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Conceito do turismo e vistos precisam mudar
Thais Hernandes, de FlorianópolisO último painel do The Global Travel & Tourism Summit, realizado nesta sábado, dia 16, apresentou ações tangíveis, que podem ser realizadas por tomadores de decisão, para estimular uma mudança e alcançar resultados positivos em tempos de crise.
Geral Lawless, presidente-executivo do Jumeirah Group, um dos principais grupos hoteleiros dos Emirados Árabes, apresentou o exemplo de Dubai. "Éramos um deserto de areia. E viramos um dos maiores destinos atuais turismo do mundo. Isso quer dizer que tudo é possível", ressalta. Ele justificou com números: "Tivemos em 2008 um aumento de 8,3% no número de hóspedes. Foram 7,5 milhões, mais turistas que o Havaí. Também vivenciamento um crescimento de 15,1% em eventos e 17,9% na capacidade hoteleira. No primeiro quadrimestre de 2009, nossos hotéis tiveram 94,7% de ocupação". Isso tudo com crises diversas estourando pelo mundo.
Segundo ele, o pulo do gato é a tecla na qual o WTTC Summit vem batendo desde o início: parceria público-privada. "O governo de Dubai investiu US$ 10 milhões em promoção no final de janeiro nos nossos principais emissores que estavam começando a desaparecer: UK, Rússia e Alemanha. A iniciativa, por sua vez, diminuiu os preços, mesmo os hotéis de luxo, nós por exemplo", contou.
O secretário-geral da Organização Mundial do Turismo, Taleb Rifai, por sua vez, disse que é o conceito do turismo que precisa mudar: "Quando chegamos no Brasil, precisamos preencher um formulário e dizer a que viemos: Trabalho ou Lazer. É tudo uma coisa só. Precisamos unir os conceitos", disse. "O turismo significa empregos e é a melhor estratégia para o desemprego no mundo", acrescentou.
A questão do visto também é uma unanimidade. Representa uma barreira burocrática imensa para o aumento de turistas e geração de emprego. "Em Dubai, depois de muita negociação com o governo, conseguimos que 32 nacionalidades entrem no país sem visto, isso é um avanço considerável", lembrou Lawless. "Não importa se os europeus não querem que entremos nos países deles. O que importa é que nós queremos eles no nosso país", finalizou.





