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WTTC solicita nova classificação para gripe A

Atualmente, as viagens internacionais, seja a trabalho ou a lazer, são comuns e segundo a OMS - Organização Mundial de Saúde, não há necessidade de reduzi-las, porque limitar e impor restrições tem pouca influência na disseminação do vírus.
 Porém, o alerta atual da OMS está no grau 5, dentro de uma escala onde o nível 6 representa, oficialmente, uma pandemia e esta nomenclatura está intimidando as pessoas.

Por este motivo, o World Travel & Tourism Council (WTTC), fórum de líderes da indústria de Viagem e Turismo, pediu uma revisão urgente da terminologia da OMS e de seu sistema de classificação, pois essas designações, de acordo com a nomenclatura da OMS, são baseadas na disseminação geográfica do vírus e não na sua gravidade e, portanto, foi avaliada como equivocada pelos participantes da Conferência.

"Todo esforço deve ser feito para evitar um alarme desnecessário", disse Jean-Claude Baumgarten, Presidente e CEO do WTTC. Os participantes da Conferência concordaram que, a epidemia do vírus da gripe A (H1N1), até o momento, foi relativamente moderada fora do México e reiteraram, durante todo o evento, o lema "continue viajando" apesar de ainda existir uma grande preocupação no hemisfério norte sobre a possibilidade do vírus sofrer uma mutação.

Geoffrey Lipman, Secretário Geral da Organização Mundial de Turismo (UNWTO), fez um alerta de que este fato poderia afetar ainda mais a indústria. A advertência foi reforçada por John Walker, Chairman do Oxford Economics, que realizou uma pesquisa preliminar em nome do WTTC para avaliar o impacto de uma possível pandemia de H1N1. "Caso a gripe se transforme em uma real pandemia a recessão no turismo poderia ser de 25% a 30%", disse Walker.

"Nós não estamos falando do H1N1 na situação atual, lógico, mas se ele sofrer mutação, uma segunda onda, mais violenta, poderá atingir o hemisfério norte durante o próximo inverno causando uma pandemia e isto poderia custar de 50 a 60 milhões de empregos em todo o mundo".

Walker compara: "a gripe espanhola de 1918-19 atacou em dois estágios e, se o mesmo acontecer desta vez, as pessoas inevitavelmente deixarão de viajar por medo. Assim, podemos assumir que o setor turístico poderia ter uma queda de até 30%."

O impacto geral de tal epidemia, de acordo com a pesquisa do WTTC/Oxford Economics, poderia gerar perdas de mais de US$2,2 bilhões na economia do turismo, ao longo de 2009 e 2010. "Isto, em comparação com a SARS, cujo impacto foi bem menor, na ordem de US$ 25 bilhões", explicou Walker.

"Um dos principais problemas é que não estamos comunicando de forma clara que passe segurança ao público", disse Baumgarten. "Há muita informação e isto está confundindo os viajantes. Além disso, temos pouco controle sobre a forma como a mídia lida com os fatos e sobre como os governos reagem quando eles estão com medo. Precisamos ter uma comunicação mais eficaz".

A opinião de Baumgarten recebeu o apoio dos participantes da Conferência, que também aconselhou o público a seguir as recomendações da OMS com as simples práticas de prevenção que são aplicadas nas viagens e na vida diária (lavar as mãos regularmente, manter a etiqueta em relação à tosse, evitar o contato com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas).

Acima de tudo, os viajantes devem manter-se informados e, nisto, a indústria concorda. Eles devem verificar com regularidade o website www.who.travel ou outra fonte confiável com informações atualizadas por profissionais de saúde e viagem, à medida que situação evolui.

Por meio da TERN - Tourism Emergency Research Network (Rede de Pesquisas de Emergência no Turismo), gerenciada pela UNWTO, a comunidade de turismo, que compreende cerca de 30 organizações e associações representando os setores público e privado do turismo, está trabalhando em conjunto com a OMS e compartilhando opiniões regularmente. Isto poderá ga

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