
A presidente Dilma Rousseff, e o prefeito Eduardo Paes confirmaram presença na solenidade de inauguração hoje, do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. O Museu na Praça Mauá, Zona Portuária do Rio só será aberto ao público no sábado (19/12). Para comemorar a data, um “Viradão do Amanhã” será realizado na praça. Ao longo de 36 horas, está programado um evento gratuito com mais de 20 atrações culturais para todas as idades. O novo espaço de cultura da cidade estará aberto e terá entrada gratuita das 10h de sábado (19/12) às 18h de domingo (20/12).
O Museu do Amanhã simboliza a revitalização de uma região da importância do Porto do Rio e, já desde sua construção, leva à reflexão sobre o que esperamos da cidade: um lugar mais integrado e com espaço público mais generoso”, diz o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. O Museu do Amanhã é uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, concebido e realizado em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, instituição ligada ao Grupo Globo, tendo o Banco Santander como Patrocinador Máster. Com projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava, o edifício de formas orgânicas, inspiradas nas bromélias do Jardim Botânico, ocupa 15 mil metros quadrados, cercado por espelhos d’água, jardim, ciclovia e área de lazer, numa área total de 34,6 mil metros quadrados do Píer Mauá.O museu conjuga o rigor da ciência e a linguagem expressiva da arte, tendo a tecnologia como suporte, em ambientes imersivos, instalações audiovisuais e jogos, criados a partir de estudos científicos desenvolvidos por especialistas e instituições do mundo inteiro.
O conteúdo é continuamente atualizado, a partir de dados e análises científicas de instituições do mundo todo, e foi elaborado com a participação de um time de mais de 30 consultores brasileiros e internacionais, nomes reconhecidos em diversas áreas do conhecimento. O Museu explora seis grandes tendências para as próximas cinco décadas: mudanças climáticas; alteração da biodiversidade; crescimento da população e da longevidade; maior integração e diferenciação de culturas; avanço da tecnologia e expansão do conhecimento. “O museu oferece as perguntas, não as respostas. São elas que norteiam a série de experiências, de maneira a construir uma narrativa de exploração e interrogação”, define o curador.
A exposição principal, com concepção museográfica do designer Ralph Appelbaum e direção de criação de Andres Clerici, se divide em cinco áreas, a partir das cinco perguntas que guiam o museu: Cosmos, Terra, Antropoceno, Amanhãs e Nós. Em cada uma das áreas, o público tem acesso a um panorama geral sobre os temas e pode aprofundá-lo em seguida. A visita começa pelo Cosmos, experiência imersiva em um domo de 360°, grande ovo negro em que o público faz uma viagem sensorial pelo universo, desde as galáxias mais distantes até as partículas microscópicas. Na Terra, três cubos de sete metros de largura por sete metros de altura representam as três dimensões da existência: Matéria, Vida e Pensamento. Aqui, o público conhece mais sobre o funcionamento do planeta, a biodiversidade, as relações entre as espécies e o desenvolvimento da cultura e do pensamento humanos.
A parte central do percurso narrativo se dedica a pensar o hoje, suas características e seus sintomas. Totens com mais de 10 metros de altura formam o Antropoceno, com conteúdo audiovisual sobre o impacto das ações do homem no planeta e a aceleração de suas atividades – estudos apontam que a humanidade terá 10 bilhões de pessoas em 2060 e que os próximos 50 anos vão concentrar mais mudanças que os últimos 10 mil anos. A área Nós fecha a visitação de forma simbólica, com uma experiência de luz e som em uma escultura em madeira que remete a uma oca. Seu elemento central, um churinga (espécie de amuleto) da cultura aborígene australiana, é a única peça física que compõe a narrativa principal e representa a transmissão de conhecimento através das gerações. Depois desse momento de reflexão, um belvedere se abre sobre a Baía e o público volta ao “hoje” renovado.
A experiência expositiva do museu integra-se ainda ao Laboratório de Atividades do Amanhã, espaço de inovação e experimentação que promove atividades ligadas a tecnologia, ciência e arte e faz uma reflexão sobre as atividades produtivas (a primeira exposição será do coletivo dinamarquês Superflex); e ao Observatório do Amanhã, que vai exibir, catalogar e repercutir dados e análises das últimas pesquisas científicas e tecnológicas em temas relacionados ao museu. É do Observatório também a função de atualizar os dados da exposição principal, por meio do sistema Cérebro, que recebe e distribui as informações pelo conteúdo exposto. O sistema também faz um mapeamento da relação do museu com os usuários, registrando o percurso dos visitantes e o modo como eles acessam o conteúdo do museu.
O Museu do Amanhã terá ainda auditório com 400 lugares, loja, cafeteria e restaurante. A área dedicada às exposições temporárias será aberta com a instalação audiovisual “Perimetral”, assinada por Vik Muniz, Andrucha Waddington e o escritório de design SuperUber: imagens da implosão do Elevado da Perimetral se combinam a uma cenografia imersiva em uma experiência de grande impacto visual. A exposição seguinte será “Santos Dumont – o grande visionário brasileiro”, que abre no primeiro semestre de 2016.
A partir do primeiro fim de semana de 2016, mediante retirada de ingresso na bilheteria (ou seja, podem ser gratuitas ou incluídas no valor da entrada para o Museu): “Trilhar os Amanhãs” (conceituação e os cinco temas centrais da Exposição Principal, aos sábados e domingos, às 10h e às 14h); “É uma nave? É um pássaro? É um avião?” (explora os aspectos arquitetônicos do prédio do Museu, aos sábados, às 11h e às 15h) e “Mauá 360” (olhar 360° sobre a história da cidade do Rio de Janeiro a partir da arquitetura das construções no entorno da Praça Mauá aos sábados e domingos, às 17h).
Vizinhos do Amanhã – Os cerca de 30 mil moradores da Região Portuária – distribuídos pelos bairros da Saúde, Gamboa e Santo Cristo e os morros da Conceição, Pinto, Providência e Livramento – têm entrada gratuita no Museu a partir do Programa Vizinhos do Amanhã. A inscrição no Programa de Vizinho acontece diretamente no museu, no horário de funcionamento: de terça-feira a domingo, das 10h às 18h.







