Ed Bastian, CEO da Delta Air Lines (Foto: divulgação)
Ed Bastian, CEO da Delta Air Lines (Foto: divulgação)

A Delta Air Lines divulgou nesta quinta-feira (13) seus resultados financeiros referentes ao quarto trimestre e ao ano inteiro de 2021. No acumulado do ano passado, o prejuízo líquido ajustado da Delta chegou a US$ 2,5 bilhões. Destaque ainda para a receita operacional ajustada que chegou a US$ 26,7 bilhões, excluindo as vendas de refinarias de terceiros, cerca de 57% de recuperação em relação ao ano de 2019 em capacidade, que foi 71% restaurada.

Já a perda ajustada antes de impostos (Ebitda) foi de US$ 3,4 bilhões e exclui um benefício líquido de US$ 3,8 bilhões de itens principalmente relacionados aos Programas de Apoio à Folha de Pagamento (PSP), parcialmente compensados ​​por prejuízo referente ao método de equivalência patrimonial, encargos de extinção de dívidas e pagamento participação nos lucros. Apenas no segundo semestre, o lucro gerado antes de impostos foi de US$ 1,1 bilhão.

“O ano de 2021 foi um como nenhum outro para a Delta, com um progresso significativo em nossa recuperação, apoiado pela crescente preferência da marca, permitindo que sejamos a única grande companhia aérea dos EUA a registrar lucratividade no segundo semestre do ano”, disse Ed Bastian, CEO da Delta.

A despesa operacional total, que inclui US$ 4,5 bilhões de benefícios relacionados ao PSP, diminuiu em US$ 12,4 bilhões em comparação com 2019. A Delta ainda reinvestiu US$ 2,9 bilhões no negócio  e reduziu as obrigações financeiras em US$ 7 bilhões, incluindo o financiamento total dos planos de pensão com base na Lei de Proteção de Pensões (PPA).

O lucro antes de impostos GAAP para o ano de 2021, por sua vez, foi de US$ 398 milhões, sobre receita operacional total de US$ 29,9 bilhões. A empresa tinha obrigações totais de dívida e arrendamento financeiro de US$ 26,9 bilhões, com dívida líquida ajustada de US$ 20,6 bilhões no final de dezembro de 2021

“Embora a variante Ômicron que se espalha rapidamente tenha impactado significativamente a tripulação e interrompido as viagens em todo o setor, a operação da Delta se estabilizou na última semana”, disse Bastian. “Espera-se que a Ômicron atrase temporariamente a recuperação da demanda em 60 dias, mas, ao olharmos além do pico, estamos confiantes em uma forte temporada de viagens de primavera e verão, com uma demanda reprimida significativa para viagens de consumo e negócios”, finalizou o CEO.