
A Embraer divulgou os resultados financeiros e operacionais referentes ao primeiro trimestre de 2022, com destaque para o fluxo de caixa livre, que teve um uso de R$ -434,8 milhões, representando uma melhora significativa em relação ao consumo de R$ -1,2 bilhão no fluxo de caixa livre no 1T21, tendo seu melhor desempenho desde o primeiro trimestre de 2010, e consistente com as medidas de otimização de capital de giro e de eficiência da Companhia.
A receita líquida, por sua vez, chegou a R$ 3 bilhões, queda de 31% comparado com 1T21, apesar de quase um mês de paralisação da companhia em janeiro devido à reintegração sistêmica e legal da unidade de negócio da Aviação Comercial. Em contrapartida, a margem bruta consolidada reportada foi de 20,3%, superior aos 9,5% reportado no 1T21 devido ao melhor desempenho de margem bruta em todos os segmentos da companhia.
Apenas no segmento da Aviação Comercial, houve redução na receita de 44% no ano para R$ 853,9 milhões devido à expectativa de entregas menores de aeronaves no trimestre. No 1T22, a margem bruta consolidada da Aviação Comercial foi de 11,2%, superior aos -1,3% reportado no 1T21. Por falar em entregas, a companhia entregou 14 jatos no primeiro trimestre, dos quais 6 aeronaves comerciais e 8 jatos executivos (6 leves e 2 médios).
A carteira de pedidos firmes (backlog), por sua vez, encerrou o 1T22 em US$ 17,3 bilhões (+US$ 300 milhões no comparado ao 4T21), o maior nível desde 2T18, impulsionado por um nível de pedidos consistente. O EBIT e o EBITDA ajustados foram de R$ (163,4) milhões e de R$ 45,4 milhões, respectivamente, levando a margem EBIT ajustada de -5,3% e margem EBITDA ajustada de 1,5%. Por fim, a companhia encerrou o trimestre com dívida total de R$ 16,8 bilhões, ou R$ 5,6 bilhões menor quando comparado ao 4T21 e em linha com a estratégia de melhoria da estrutura de capital.







