
(Divulgação/Rawpixel/FreePik)
A ABEMF (Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização) anunciou um recorde no faturamento das empresas associadas à entidade. No terceiro trimestre de 2024, o montante faturado chegou aos R$ 5,6 bilhões, um aumento de 31,8% se comparado ao mesmo período do ano anterior, e o maior já registrado pela entidade em um único trimestre. O valor ainda superou em 7,5% o segundo trimestre do mesmo ano.
A quantidade de cadastros nos programas de fidelidade chegou aos 320,2 milhões, um valor 3,2% maior que em 2023. Também cresceu a quantidade de pontos/milhas acumulados pelos participantes, que alcançou os 240,6 bilhões, um aumento de 41,9% frente ao mesmo período do ano anterior. E os pontos/milhas resgatados, que aumentaram 31,6%, alcançando os 206 bilhões.
Para Martin Holdschmidt, presidente da ABEMF, alguns fatores explicam o bom resultado do segmento. “O mercado de fidelidade brasileiro tem se desenvolvido muito rapidamente. Por um lado, as empresas estão investindo em inovação, tecnologia e melhorando a experiência para o consumidor. Por outro, aumenta o interesse e engajamento dos participantes, que enxergam as vantagens de utilizar os programas não apenas em situações específicas, mas em vários momentos de sua jornada de consumo”, diz.
Dois indicadores apontam esse aumento de engajamento por parte do consumidor. O primeiro deles é o número de transações que os participantes efetuaram em programas de fidelidade. No trimestre analisado, foram 12,1 milhões de transações, um aumento de 10,3% sobre o mesmo período do ano anterior. Além disso, a taxa de breakage, que mede a quantidade de pontos/milhas que as pessoas deixam expirar chegou ao menor patamar dos últimos anos, ficando em 12,4%.
Segundo os indicadores da ABEMF, a principal origem dos pontos/milhas continua sendo o varejo, indústria e serviços, incluindo bancos e cartões de crédito. Ainda no terceiro trimestre de 2024, 93,4% dos pontos/milhas acumulados pelos consumidores vieram de transações nesses setores. Os demais 6,6% são originados na aquisição de passagens aéreas.
Quando analisada a troca de pontos/milhas por benefícios, as viagens ganham a preferência, sendo 77,4% dos pontos/milhas trocados por passagens aéreas, e os 22,6% restantes utilizados para a aquisição de produtos. Os destinos mais procurados são São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, entre os nacionais, e Miami, Santiago e Orlando, na lista dos internacionais.







