
O dólar foi a moeda estrangeira mais negociada por pessoas físicas no Brasil no primeiro semestre de 2025, segundo levantamento da Travelex Confidence, com 51,3% de participação nas vendas de papel-moeda. O resultado considera o volume total transacionado entre janeiro e junho por toda a base de clientes da instituição financeira.
Apesar de uma leve retração de 0,6% em relação ao segundo semestre de 2024, a moeda norte-americana cresceu 2,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. O desempenho de junho, com aumento de 19% frente a abril, contribuiu para o avanço semestral. Em relação a junho de 2024 e à média do ano anterior, os crescimentos foram de 38% e 16%, respectivamente.
Segundo Jorge Arbex, diretor do Grupo Travelex Confidence, fatores como o Mundial de Clubes da FIFA nos Estados Unidos, realizado entre junho e julho, impulsionaram a demanda pela moeda. “A realização do Mundial […] estimulou a compra antecipada da moeda, especialmente por torcedores e famílias que estenderam a estadia para lazer”, afirmou o executivo. Ele destaca ainda a manutenção dos EUA como destino preferencial do brasileiro.
O euro aparece em segundo lugar no ranking da Travelex Confidence, com 39,8% de participação, seguido pela libra esterlina, com 3,0%. As moedas canadense, japonesa, suíça, australiana, chilena, argentina e colombiana completam a lista das dez mais compradas no semestre.
O peso argentino se destacou com um crescimento de 101,9% em relação ao primeiro semestre de 2024 e de 13% frente ao segundo semestre do mesmo ano. Também apresentaram avanço relevante o peso colombiano, com altas de 17,3% e 10,7% nos mesmos recortes. Para Arbex, a tendência reflete maior procura por destinos na América do Sul com melhor custo-benefício, mesmo diante de instabilidades econômicas.
No segmento de transferências internacionais, a categoria “entre contas da mesma pessoa física ou jurídica” liderou, com 37,3% do volume. A modalidade cresceu 30,8% na comparação com o segundo semestre de 2024 e 38,7% ante o mesmo período do ano anterior. O aumento indica maior planejamento financeiro e movimentação de recursos por brasileiros no exterior.
As remessas destinadas aos Estados Unidos representaram 51,4% do total enviado no semestre e 65,6% do volume recebido, reforçando a centralidade da economia americana nas operações cambiais. Entre os destinos que mais cresceram no envio estão Holanda (1427,6%) e Portugal (36,2%). Já no recebimento, os destaques são Canadá (25132,8%), Portugal (455,3%) e Alemanha (134,2%).







