
A prévia da inflação de julho, medida pelo IPCA-15, revelou alta de 0,33% nos preços no Brasil, com destaque para o aumento expressivo nas passagens aéreas, que subiram 19,86% no mês e contribuíram significativamente para a aceleração do grupo Transportes. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (25) pelo IBGE.
Nos últimos 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 5,30%, acima dos 5,27% registrados até junho. Em junho, a taxa mensal havia sido de 0,26%. Entre os nove grupos pesquisados, cinco registraram alta. O maior impacto veio do grupo Habitação (0,98%), influenciado principalmente pela alta de 3,01% na energia elétrica residencial, motivada pela manutenção da bandeira vermelha patamar 1, que impõe cobrança extra de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos.
No grupo Transportes (0,67%), o principal vilão foi mesmo o aumento das passagens aéreas, com impacto de 0,11 ponto percentual no índice geral. O transporte por aplicativo também teve alta expressiva de 14,55%. Já os combustíveis apresentaram queda de 0,57%, com recuos no gás veicular (-1,21%), diesel (-1,09%), etanol (-0,83%) e gasolina (-0,50%).
A inflação também avançou em Despesas pessoais (0,25%), puxadas pelo reajuste nos jogos de azar (3,34%), e em Saúde e cuidados pessoais (0,21%), com alta de 0,35% nos planos de saúde. Os reajustes autorizados pela ANS, de até 7,16%, começaram a ser incorporados ao índice.
Por outro lado, o grupo Alimentação e bebidas teve sua segunda queda seguida, com variação de -0,06%. Dentro de casa, os preços caíram 0,40%, impulsionados por recuos expressivos em itens como batata-inglesa (-10,48%), cebola (-9,08%) e arroz (-2,69%). Já fora de casa, os preços aceleraram, com aumentos em lanches (1,46%) e refeições (0,65%).
Regionalmente, a maior variação foi registrada em Belo Horizonte (0,61%), influenciada pelas altas na gasolina (4,49%) e energia elétrica (3,89%). Goiânia foi a única região com deflação no mês (-0,05%), reflexo da queda nos combustíveis.







