
SÃO PAULO – “Estamos vendo uma operação sólida e consistente” – a frase dita por Ricardo Bottas, CFO da Latam Airlines, durante a coletiva realizada na manhã desta terça-feira (29), resume a confiança da companhia nos rumos do negócio. Ao lado do CEO Jerome Cadier, o executivo apresentou os resultados do segundo trimestre de 2025 e destacou a combinação de desempenho financeiro robusto com foco em fidelização, ampliação da malha e qualidade de serviço.
Bottas reforçou que os números são resultado de decisões estratégicas que visam um crescimento sustentável. “Esse é o nosso compromisso: seguir crescendo com rentabilidade e qualidade, mantendo uma posição de liderança no mercado brasileiro.”
Já Cadier destacou a expansão da malha aérea como um dos principais pilares da companhia no Brasil. Até o fim de 2025, a Latam deve chegar a 59 bases operadas no país, o maior número da sua história. Somente no primeiro semestre, a companhia adicionou sete novas rotas domésticas e três internacionais, com mais 12 domésticas e quatro internacionais já anunciadas para o segundo semestre.
“A conectividade que estamos construindo em hubs como Guarulhos, Porto Alegre, Congonhas e Brasília é um diferencial importante”, afirmou. Ele também ressaltou os investimentos em frota, renovação de cabines, digitalização e atendimento ao cliente. “Nossos índices de satisfação estão nos maiores patamares já registrados”, completou.
Entre as novidades anunciadas estão o Wi-Fi em voos internacionais a partir de 2026 e a reformulação da cabine business nas aeronaves de longa distância. A companhia também mantém o foco na modernização da frota em voos domésticos.
“Cada vez mais clientes escolhem a Latam não só pelo preço, mas pela confiança na entrega e consistência do serviço”, concluiu o CEO.
Outros destaques da coletiva
Durante a sessão de perguntas, os executivos também abordaram temas que vêm movimentando o setor. Sobre a possível cobrança de IOF em passagens internacionais e o chamado “tarifaço” para o setor aéreo, Cadier afirmou que ainda é cedo para mensurar os impactos, mas reforçou a importância de manter diálogo com o governo. “O desafio é continuar crescendo sem repassar aumentos para o consumidor”, afirmou.
Em relação à escassez global de peças e atrasos na entrega de aeronaves, Bottas garantiu que a Latam tem conseguido mitigar os efeitos com planejamento de frota e parcerias sólidas com fornecedores. “Estamos totalmente dentro do plano de crescimento”, disse.
Já sobre o recente anúncio de Chapter 11 da Azul, os executivos reforçaram que os efeitos sobre a Latam foram mínimos. “Foram ajustes pontuais, sem impacto relevante na oferta ou concorrência direta”, afirmou Cadier.







