Rio
Alfredo Lopes, presidente do HotéisRIO, destaca o papel da infraestrutura olímpica no turismo esportivo (Divulgação)

Com infraestrutura robusta, paisagens naturais únicas e forte apoio público e privado, o Rio de Janeiro tem se consolidado como um dos principais destinos de turismo esportivo do mundo. Nos próximos anos, a cidade receberá dois megaeventos internacionais: jogos da NFL em 2026 e a Copa do Mundo Feminina de Futebol em 2027, reforçando sua vocação para sediar competições de alto nível e atraindo milhares de visitantes nacionais e estrangeiros.

O impacto vai muito além dos estádios. Só em 2024, segundo dados da Riotur, o Rio sediou mais de 4 mil eventos, que movimentaram mais de R$ 20 bilhões e atraíram 20 milhões de pessoas. No primeiro trimestre de 2025, mais de 750 mil turistas internacionais passaram pela cidade, número 50% superior ao mesmo período de 2024.

Esse crescimento é impulsionado pela realização de eventos como o Rio Open, a Maratona do Rio e a etapa da WSL (World Surf League), que, juntos, geraram mais de R$ 600 milhões para a economia fluminense, com renúncias fiscais de apenas R$ 35 milhões. “O retorno é imediato e muito mais impactante do que se esse valor fosse absorvido diretamente pelo orçamento”, afirma o secretário estadual de Esporte e Lazer, Rafael Picciani.

A capital também investe em políticas públicas de fomento. Apenas em 2023, a Lei Estadual de Incentivo ao Esporte viabilizou mais de R$ 100 milhões em projetos patrocinados, com impacto superior a R$ 700 milhões. Os recursos financiam competições, projetos comunitários e a ampliação do acesso ao esporte.

O calendário da cidade é extenso e inclui modalidades variadas: de e-sports a beach tennis, passando por corridas de rua, ginástica rítmica, skate, jiu-jitsu, triathlon e ciclismo. Em 2024, foram 173 corridas de rua. Para 2025, a previsão é de 190. Só a Maratona do Rio, com 60 mil inscritos, gerou quase 3 mil empregos e movimentou R$ 355 milhões.

Para o secretário municipal de Esportes, Guilherme Schleder, o esporte também atua como ferramenta de inclusão. “Temos 28 equipamentos públicos atendendo 70 mil pessoas, além do projeto Rio em Forma, com 80 mil inscritos. O impacto vai da saúde à economia”, reforça.

A parceria entre governo e setor privado é outro diferencial. O presidente do HotéisRIO, Alfredo Lopes, destaca o legado olímpico como motor para a atração de eventos internacionais. “A Farmasi Arena e outras estruturas continuam ativas, recebendo eventos e fomentando o turismo”, diz.

Já empresas especializadas, como a V3A, apostam no esporte como vetor estratégico. “Nosso calendário inclui eventos como WTR, REMA, TRITON 3 e MAC. Em 85% das provas, os participantes se hospedam e aproveitam a cidade por mais de um dia, gerando movimento direto na economia”, afirma Yuri Binder, diretor-executivo da companhia.

Além das competições, o estilo de vida carioca, marcado pela prática de esportes ao ar livre, e a geografia singular tornam o Rio um cenário ideal para experiências imersivas e de alto impacto.