Monotrilho até Congonhas sai do papel? Veja o que falta para a linha começar a rodar
Prometido para a Copa de 2014, monotrilho de SP só deve levar passageiros em 2026 (Divulgação/Metro de SP)

Depois de mais de uma década de promessas e adiamentos, o monotrilho que ligará o aeroporto de Congonhas ao sistema metroferroviário de São Paulo começa, finalmente, a ganhar forma visível. Batizada de Linha 17-Ouro, a obra acumula atrasos desde que foi anunciada para a Copa de 2014, mas agora tem nova previsão: março de 2026 para operação assistida e segundo semestre para funcionamento completo.

As estruturas estão praticamente de pé. Segundo o Metrô, até o fim de julho as obras civis já tinham 83,69% de avanço, enquanto a parte elétrica passava de 60%. Os primeiros testes com os trens começaram, ainda de madrugada, e as portas de plataforma estão sendo instaladas.

A linha terá 6,7 km de extensão e oito estações, fazendo conexão com as linhas 5-Lilás e 9-Esmeralda — ambas da ViaMobilidade. O trajeto vai do Aeroporto de Congonhas à estação Morumbi e contará com um desvio em formato de “Y”, para atender à demanda de quem desembarca ou embarca na ponte aérea mais famosa do país.

O projeto original previa 18 paradas, mas dez foram cortadas no meio do caminho por conta dos atrasos e mudanças contratuais, inclusive a troca de empresas responsáveis pelas obras.

O que falta?

Faltam ajustes finos, como acabamento no túnel que ligará o terminal à estação Aeroporto de Congonhas e testes operacionais com as composições, que foram fabricadas na China pela BYD Skyrail. Das 14 previstas, duas já chegaram a São Paulo e outras duas estão no Porto de Santos aguardando a subida para o pátio da Água Espraiada. Os trens são totalmente automatizados, sem condutor, o que tem gerado críticas do sindicato dos metroviários por questões de segurança.

Mesmo com todos os entraves, o governo estadual afirma que o ritmo agora é “acelerado” e que o monotrilho vai sair do papel. A concessão foi assinada em 2018 com a ViaMobilidade, e vale por 20 anos.

Cada trem terá capacidade para 600 passageiros e contará com ar-condicionado, iluminação em LED, acessibilidade e baterias de tração para garantir funcionamento mesmo com queda de energia. A promessa é de intervalos curtos e viagens mais rápida, um alívio para o caótico trânsito da zona sul.

*Com informações do UOL