
O voo AD4816 da companhia aérea Azul, que saiu de São Luís (MA) com destino a Campinas (SP), precisou mudar de rota e realizar um pouso de emergência em Brasília na noite da última quinta-feira (7), após uma ameaça de bomba. A aeronave decolou às 18h27 e tinha previsão de chegada ao Aeroporto de Viracopos às 21h30, mas foi desviada e aterrissou na capital federal às 20h45.
A decisão de alterar a rota foi tomada após a tripulação declarar emergência, conforme registrado pelo site de monitoramento Flight Aware. No total, 170 passageiros e os tripulantes desembarcaram sem intercorrências.
Em nota, a Azul informou que a mudança de rota foi realizada de forma preventiva, “devido a questões de segurança envolvendo ameaça de artefato a bordo”. A empresa destacou que ações como essa são adotadas para preservar a segurança operacional.
Após o pouso, a Polícia Federal iniciou uma varredura na aeronave. Ainda não há confirmação oficial sobre a presença de explosivos. A Polícia Militar do Distrito Federal também foi mobilizada para atuar na ocorrência.
A Inframerica, responsável pela administração do Aeroporto de Brasília, acionou seu plano de contingência previsto para esse tipo de situação, conforme protocolo de segurança. Até o momento, a Força Aérea Brasileira não se manifestou sobre o caso.
Investigação da Polícia Federal
Durante a madrugada desta sexta-feira (8), a Polícia Federal iniciou a oitiva de passageiros do voo AD4816, com o objetivo de identificar o autor da ameaça. Segundo investigadores, um bilhete escrito à mão foi encontrado no banheiro da aeronave, informando que haveria explosivos no compartimento de cargas.
Com base nesse alerta, o protocolo de segurança da Azul foi ativado imediatamente. Após o pouso, os passageiros e a tripulação foram direcionados a uma sala de segurança no aeroporto, onde permaneceram enquanto as equipes especializadas faziam a varredura.
O Esquadrão Antibombas da Polícia Militar do Distrito Federal foi acionado para apoiar a ação da PF. Às 2h45, após inspeção detalhada, as autoridades descartaram a presença de qualquer artefato explosivo a bordo.
A investigação prossegue para descobrir quem foi o responsável pelo bilhete. A PF acredita que, a partir dos depoimentos colhidos, será possível chegar rapidamente à autoria da ameaça. A Azul reforçou o suporte aos passageiros afetados, após liberação das autoridades.







