
Star of the Seas – A Royal Caribbean vem consolidando sua presença na América Latina com a liderança de duas executivas que conhecem profundamente o perfil e as demandas do público da região: Itzel Valdés, vice-presidente associada da Royal Caribbean para a América Latina e Caribe, e Renata Lazari, diretora geral para o Brasil. Em um bate-papo a bordo do novo Star of the Seas, elas compartilharam impressões sobre o mercado, estratégias para o trade, novas operações e a visão de futuro da companhia.
Renata Lazari destacou que o Brasil vive um momento de crescimento e amadurecimento na busca por cruzeiros internacionais. Segundo ela, há um público cada vez mais informado, exigente e disposto a investir em experiências únicas a bordo. O perfil predominante são famílias e grupos de amigos, mas há um aumento significativo no número de viajantes solo e casais mais jovens, atraídos pelo mix de entretenimento, gastronomia e tecnologia presentes nos navios mais novos da frota.
Questionada pelo M&E sobre os possíveis impactos da nova taxa extra de US$ 250 para emissão do visto norte-americano, anunciada recentemente, ela manteve um tom mais otimista.
“Não acredito em mudanças a curto e médio prazo, mas pode ser que um impacto seja registrado a longo prazo. Isso pode redirecionar a procura para destinos que não exigem visto americano, como o Caribe Sul, o Panamá e a Europa”, explicou Lazari.
Recentemente, a Royal Caribbean ampliou sua aposta em itinerários saindo de portos mais próximos da América Latina, facilitando o acesso para quem quer evitar longas conexões aéreas. Itzel Valdés reforçou essa estratégia ao falar sobre a operação no Panamá, que já se consolida como uma alternativa atraente e conveniente. Além de permitir embarques mais acessíveis para diversos países da região, o Panamá oferece ao viajante latino-americano a oportunidade de explorar destinos icônicos sem a necessidade de atravessar o continente.
“Queremos que mais latino-americanos vivam a experiência Royal Caribbean, com embarques próximos e itinerários adaptados à nossa realidade”, afirmou Valdés.
As executivas também ressaltaram o compromisso da companhia com a inovação e a excelência no atendimento. Renata comentou que o mercado brasileiro responde bem a novidades tecnológicas e experiências imersivas, seja em cabines diferenciadas, seja em atrações a bordo, como simuladores, toboáguas radicais ou espetáculos de alto nível. Para ela, esse é um diferencial que justifica o investimento e fideliza o passageiro.
Outro foco importante é o relacionamento com o trade. A Royal Caribbean – através da R11 – vem investindo em treinamentos presenciais e online, campanhas de incentivo e ferramentas de vendas que ajudam os agentes a entender melhor o produto e comunicar suas vantagens ao cliente final.
“O agente é nosso braço direito. É ele que traduz a proposta da Royal Caribbean para o passageiro e garante que a experiência comece já na venda”, disse Renata.
Olhando para o futuro, Itzel e Renata se mostram otimistas, mesmo diante de desafios econômicos e de competitividade no setor. A aposta está no crescimento sustentável, em ampliar a capilaridade na região e em oferecer uma programação que combine destinos consagrados com novidades que despertem curiosidade. Entre os projetos mencionados estão a continuidade da temporada no Panamá, a expansão de opções no Caribe e o reforço da presença em portos estratégicos para o público latino-americano.







