
SÃO PAULO – A cobrança adicional de US$ 250 para a emissão de vistos de entrada nos Estados Unidos, que estava prevista para entrar em vigor em 1º de outubro de 2025, foi suspensa por tempo indeterminado. A informação foi confirmada por Tyler Gosnell, diretor administrativo de viagens internacionais da U.S. Travel Association, em entrevista ao Mercado & Eventos durante sua visita a São Paulo.
“Essa taxa foi adiada. Não foi completamente eliminada, mas também não entrará em vigor. E estamos trabalhando muito para garantir que ela nunca veja a luz do dia”, destacou Gosnell. Segundo ele, a entidade vem atuando em parceria com membros da indústria e com o governo norte-americano para evitar que a medida avance.
A U.S. Travel reforça que reduzir barreiras, como atrasos na emissão de vistos e custos extras, é fundamental para manter os Estados Unidos competitivos no mercado internacional de turismo. “Sabemos que adicionar uma taxa além da despesa de chegar aos EUA prejudicaria nossa competitividade”, completou Gosnell.
Para o executivo, a suspensão é uma notícia importante para o mercado brasileiro, que hoje representa uma das três maiores delegações internacionais no IPW e segue em processo de recuperação no pós-pandemia.
Ainda assim, se as negociações não avançarem, a taxa extra poderá ser implementada pelo governo. O aumento afetaria várias categorias de visto, incluindo estudantes, trabalhadores temporários e turistas (B2), fazendo com que o valor da emissão passe de US$ 185 para US$ 442, mais do que o dobro do preço atual.







