
Republicanos e democratas tinham até a meia-noite desta quarta-feira (1º) para entrar em acordo sobre o orçamento federal americano. Mas a falta de consenso levou a um shutdown parcial do governo americano. A primeira em quase sete anos. Isso significa que os recursos são cortados e parte das atividades federais, considerada “não essenciais”, é suspensa.
Continuam em operação:
- controle de fronteiras
- segurança nacional
- serviços médicos de emergência
- operações militares
- fiscalização aérea
Podem ser afetados:
- emissão de passaportes e vistos,
- liberação de empréstimos estudantis
- inspeções de alimentos
- programas sociais
- funcionamento de parques nacionais
Consequências
Trabalhadores “não essenciais” são afastados sem salário, enquanto os essenciais continuam no posto, em alguns casos também sem pagamento até o fim do impasse.
Para o mercado e economia, o impacto do shutdown depende da duração. O mais longo da história ocorreu em 2018-2019, por 35 dias, reduzindo o PIB em cerca de US$ 11 bilhões, segundo o Escritório de Orçamento do Congresso dos EUA.
Nesta quarta-feira (1º), os mercados refletem essa apreensão, com queda do dólar e das bolsas americanas, e a disparada do ouro, que entrou em nova máxima histórica.
Além disso, dados econômicos de referência, como o relatório de empregos (payroll) do Departamento de Estatísticas de Trabalho, deixam de ser divulgados, prejudicando empresas, investidores e formuladores de política monetária.
Com os dois partidos em impasse sobre subsídios de saúde e usando o momento para preparar terreno para as eleições legislativas de 2026, a paralisação — e seus efeitos econômicos — pode se prolongar. Caso dure três semanas, a taxa de desemprego pode subir para 4,6%-4,7%, contra 4,3% em agosto, à medida que os servidores afastados forem contabilizados como desempregados temporários, segundo a Bloomberg Economics.
Setores dependentes de serviços federais, como turismo em parques nacionais e transportes, sentem os primeiros efeitos.







