
BUENOS AIRES – Durante a FIT 2025, em Buenos Aires, Laurens Van Den Oever, CCO da ForwardKeys/Amadeus, apontou que o Brasil tem um potencial enorme para crescer no turismo internacional, mas precisa comunicar de forma mais estratégica. Segundo ele, o país ainda depende de narrativas tradicionais, como carnaval e praias, que não capturam a diversidade de experiências que podem atrair públicos diferentes.
“O Brasil tem ecoturismo, turismo de nicho como birdwatching, gastronomia, cultura regional e experiências únicas que poucos países podem oferecer. O desafio é transmitir isso de forma coordenada para o mundo”, afirma Van Den Oever.
Ele reforça que cada estado possui características únicas e que a falta de alinhamento entre eles dilui o impacto da promoção internacional. A iniciativa da Marca Nordeste, que promove a região de forma unificada, foi citada como um exemplo de estratégia que funciona, similar ao que Caribe e outros destinos internacionais fazem.
Estratégia unificada e uso de dados
Para Van Den Oever, o segredo do sucesso do Brasil no mercado global está em três pilares: mensagem coordenada, análise de dados e uso estratégico de canais digitais.
“É fundamental que cada estado compreenda seu papel na promoção global e que a comunicação seja consistente. A mensagem precisa ser clara: o Brasil não é só carnaval e praias, há muito mais a explorar”, explica.
Ele ainda destaca que o país deve aproveitar a tecnologia e os insights do mercado para tomar decisões mais inteligentes: “Hoje, o viajante global é difícil de persuadir. É necessário usar analytics para definir onde investir, entender comportamentos de viagem e medir o retorno de cada ação”.
A coleta e análise de dados podem orientar desde a escolha de públicos-alvo até os momentos ideais de comunicação. Isso inclui o acompanhamento do comportamento de reservas em diferentes mercados e o direcionamento de campanhas digitais para gerar demanda real, de maneira eficiente.
Como investir menos, de forma mais eficiente
Questionado sobre recursos limitados, Van Den Oever enfatizou que não é necessário depender apenas de feiras e estandes presenciais, que são caros e muitas vezes pouco direcionados. “O Brasil pode fazer mais com menos, investindo de forma estratégica. Social media, Instagram, YouTube e campanhas segmentadas podem alcançar o público certo no momento certo, sem desperdício de verba”, reforçou.
Ele destaca que analisar os concorrentes, como Colômbia e outros países emergentes, pode fornecer insights valiosos sobre canais de vendas, segmentação de público e maneiras de gerar reservas de forma mais econômica.
O M&E viaja com apoio da Shift Mobilidade Corporativa e proteção GTA







