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Celso Sabino, ministro do Turismo (Janaina Brito/M&E)

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá duas mudanças na Esplanada a partir do próximo sábado (4). Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esporte) entregarão seus cargos após determinação da direção do União Brasil. Ambos reassumirão seus mandatos na Câmara dos Deputados, fortalecendo a presença do partido no Legislativo.

A saída dos ministros atende a um ultimato feito pela cúpula da legenda, que exigiu a devolução dos postos no primeiro escalão até a última sexta-feira (26). A medida faz parte da estratégia da sigla de recompor espaço no Parlamento e ajustar sua posição em relação ao Palácio do Planalto.

Carta de demissão e apoio a Lula

Celso Sabino apresentou sua carta de demissão ao presidente Lula, mas segue no cargo até a definição de seu sucessor. Em declaração pública durante a posse de Edson Fachin na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro assegurou que continuará alinhado ao governo mesmo após deixar a pasta.

“100%”, respondeu quando questionado se apoiaria Lula na Câmara. A manifestação reforça a leitura de que sua volta ao Legislativo será usada para consolidar a base governista em votações importantes.

Agenda final no Turismo

Antes da despedida oficial, Sabino cumpre compromissos no Pará. Na quinta-feira (2), ele estará em Belém para inaugurar obras de infraestrutura ligadas à preparação da cidade para sediar a COP-30, evento climático global previsto para 2025. A viagem foi um pedido direto do presidente.

O ministro também indicou a secretária-executiva da pasta, Ana Carla Machado, como possível substituta no comando do Turismo, mas a escolha final dependerá de Lula.

Movimento no União Brasil

No caso de André Fufuca, sua saída do Ministério do Esporte também atende ao calendário imposto pelo partido. A expectativa é que ambos os parlamentares reforcem a estratégia do União Brasil de manter protagonismo na Câmara e ampliar sua influência nas articulações políticas.

Com a saída simultânea, o governo Lula precisará anunciar novos nomes para os dois ministérios, em meio às negociações que envolvem partidos aliados e a composição da base no Congresso.