Nova fase na Decolar: Juliane Castiglione fala sobre desafios no comando de Produtos Aéreos
Juliane Castiglione, diretora da Decolar (Giulia Jardim/M&E)

RIO DE JANEIRO – Recém-chegada à Decolar, Juliane Castiglione, que soma 17 anos de experiência na Gol, compartilhou, em entrevista exclusiva ao M&E, sua visão sobre o comando da área de Produtos Aéreos em uma das maiores OTAs da América Latina. Para ela, o papel vai muito além de resultados imediatos: envolve equilibrar inovação, tecnologia e relacionamento com o trade, sempre com foco no valor entregue a parceiros e consumidores.

“Meu principal desafio é compreender o ponto de partida do cliente e, ao mesmo tempo, atender às necessidades das companhias aéreas. Muitas vezes, os interesses não coincidem, e precisamos encontrar a solução que faça sentido para todos”, afirma Juliane, ressaltando a complexidade de conciliar diferentes expectativas em um mercado em constante transformação.

Inovação e tecnologia como eixo estratégico

Segundo Juliane, estar na Decolar significa estar na vanguarda do setor, “respirar tecnologia e buscar formas de usar soluções digitais para atender tanto parceiros quanto consumidores”. Ela explica que a empresa vai muito além do conceito tradicional de OTA, operando com múltiplas linhas de negócios, incluindo o HotelDO, e presença em lojas físicas, sempre com o objetivo de estar onde o cliente deseja estar.

Mais do que buscar respostas imediatas, a executiva reforça a importância de pensar no longo prazo. “O mercado exige agilidade, mas precisamos garantir que nossas ações hoje sejam sustentáveis — para a Decolar e para toda a cadeia do turismo”, afirma.

O valor do contato presencial

Durante a Abav Expo 2025, Juliane destacou a relevância do encontro face a face com agentes de viagem e parceiros. “Nada substitui o presencial. O ambiente da feira favorece negócios mais fluidos, gera confiança e abre oportunidades que seriam mais difíceis de alcançar digitalmente”, explica.

Para a executiva, a participação na feira foi também uma oportunidade de se consolidar em sua nova função. “Foram dias extremamente produtivos. Pude ouvir nossos parceiros, entender suas necessidades e refletir sobre como podemos aprimorar nossa atuação”, conclui.

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