
O Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, na sigla em inglês) está analisando a possibilidade de transferir sua sede de Londres para outro país europeu. A decisão, ainda em fase de estudo e consulta interna, tem entre os principais motivos os impactos do Brexit e a busca por maior integração com o mercado da União Europeia.
O Conselho de Administração da entidade aprovou um plano para garantir que o WTTC continue exercendo um papel de liderança global no setor e promova o crescimento sustentável de longo prazo nas viagens e no turismo. Entre os países avaliados para receber a nova sede estão Espanha, Itália e Suíça.
De acordo com o presidente do Conselho de Administração do WTTC, Manfredi Lefebvre, a mudança está sendo considerada de forma participativa, com consultas ao time atualmente baseado em Londres. “O WTTC é uma organização centrada em seus membros, e por isso estamos explorando todas as opções para nossa estrutura futura. O Brexit é um dos principais fatores em nossa decisão de potencialmente transferir a sede para fora do Reino Unido”, afirmou.
Lefebvre destacou que uma sede dentro da União Europeia traria benefícios operacionais e estratégicos, como custos mais baixos, acesso direto ao mercado único europeu e maior flexibilidade para contratação de profissionais multilíngues. “O alto nível de serviços de pesquisa que oferecemos a nossos membros, governos e parceiros continuará sendo prioridade. Estamos confiantes de que poderemos atrair talentos de alta qualidade no mercado europeu”, acrescentou.
O WTTC, que representa o setor privado global de viagens e turismo, é reconhecido por seu trabalho na defesa do crescimento sustentável e por estudos que evidenciam a importância econômica do segmento. Segundo os dados mais recentes da organização, o setor deve encerrar 2025 com uma contribuição de US$ 11,7 trilhões ao PIB mundial — o equivalente a 10,3% da economia global — e a geração de 371 milhões de empregos, ou 11% do total global. Isso significa que um em cada três novos postos de trabalho criados no mundo este ano virá do turismo.







