
SÃO PAULO – Em meio a uma das mais violentas operações policiais dos últimos anos no Rio de Janeiro, o doutor em Turismo e consultor da Presidência da Fecomércio RJ, Otavio Leite, defendeu uma resposta firme e integrada do Estado brasileiro diante do avanço das facções criminosas. O ex-parlamentar, que atuou por três décadas no poder público, classificou o combate ao crime organizado como um “imperativo permanente” e destacou que a crise atual, embora grave, não compromete os principais eixos turísticos da cidade.
“O enfrentamento às organizações criminosas é um imperativo permanente. É preciso conter sua expansão territorial com firmeza, e a ação policial enérgica tem papel fundamental nesse processo. O episódio ocorrido no Rio de Janeiro está longe de comprometer nossos principais eixos turísticos. Mais do que nunca, é indispensável que todos os níveis de governo — independentemente de partidos —, a sociedade e, sobretudo, o Poder Judiciário unam esforços para superar esse problema histórico. O crime não pode prevalecer”, afirmou Otavio Leite.
A declaração ocorre no contexto de uma terça-feira (28) marcada por violência generalizada no Rio. Uma megaoperação nos Complexos da Penha e do Alemão deixou 64 mortos, entre eles quatro policiais, além de 81 pessoas presas e 75 fuzis apreendidos. Em reação à ofensiva policial, criminosos promoveram uma série de ataques simultâneos, incendiando veículos, sequestrando ônibus e bloqueando vias expressas em diferentes regiões da cidade.
Desde o início da tarde, o Centro de Operações Rio (COR) elevou o município ao estágio 2 de alerta, que indica ocorrências de alto impacto. A Linha Amarela, a Avenida Brasil e a Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá registraram interdições completas, enquanto bairros como Méier, Engenho de Dentro, Cidade de Deus e Anchieta relataram novos focos de ataques e tiroteios.







