Após Curitiba, Paraná agora quer ter voo ligando Foz do Iguaçu à Europa e aposta em estandes próprios nas feiras internacionais

LONDRES – O anúncio do novo voo direto da TAP, previsto para começar a operar até meados de 2026, promete transformar a conectividade aérea do Paraná e fortalecer ainda mais o fluxo de turistas europeus para o estado. A novidade é celebrada pelo diretor de Operações e Segmentação Turística do Viaje Paraná, Marcelo Martini, como um marco no processo de internacionalização do destino.

“Esse voo vem somar ao trabalho que o Paraná vem desenvolvendo nos últimos anos na promoção internacional. Com ele, ampliamos a visibilidade do estado na Europa e criamos novas possibilidades para o turismo emissivo e receptivo”, afirmou o executivo, durante a WTM London 2025.

Segundo Martini, a rota da TAP é o resultado de uma série de ações estratégicas do governo estadual, que desde 2024, vêm intensificando a presença em feiras internacionais com estandes próprios, como na Fitu de Madri e agora na WTM London. “O Paraná começou o ano com estande próprio na Fitur, o que marcou um posicionamento importante no mercado europeu. Agora, com o anúncio da TAP, esse trabalho ganha ainda mais força”, destacou.

Além do novo voo, outro avanço fundamental para a aviação internacional foi a homologação da pista do Aeroporto de Foz do Iguaçu, que agora está apta a receber aeronaves de grande porte em rotas transcontinentais. “Com a pista homologada, Foz pode receber voos diretos da Europa. Isso dá viabilidade operacional e comercial para as companhias aéreas, que precisam garantir capacidade de carga, combustível e passageiros. Já estamos em conversas com algumas empresas, e há grande possibilidade de retomada de voos diretos de Madri para Foz do Iguaçu pela Air Europa”, revelou Martini.

O trabalho de promoção internacional do estado também envolve parcerias estratégicas com o El Corte Inglés, um dos maiores operadores de turismo da Europa. “Temos uma ação em curso com o El Corte Inglés que vem dando resultados muito positivos. O Paraná esteve em destaque no centro de Madri recentemente, e isso amplia nossas fronteiras no mercado europeu”, explicou.

Martini destacou ainda a importância de integrar os destinos do estado nos roteiros dos turistas estrangeiros. A proposta é incentivar o stopover em Curitiba para quem viaja entre Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu e Europa. “Queremos mostrar as belezas naturais da região metropolitana de Curitiba. A apenas 30 minutos do centro, o visitante encontra um dos maiores maciços de Mata Atlântica do mundo — um atrativo que encanta especialmente o público europeu, que busca ecoturismo e contato com a natureza”, afirmou.

O dirigente também confirmou que o Paraná já garantiu espaço para voltar à Fitur Madri 2026 com uma participação ainda mais expressiva, levando atrações culturais e gastronômicas típicas, como o barreado, a bala de banana e a cuca, além do mascote oficial, a capivara. “A ideia é reforçar a identidade do estado e, paralelamente, promover um evento especial, o ‘Paraná Day’, durante o período da BTL Lisboa, aproveitando a presença dos principais players internacionais para apresentar nosso destino”, adiantou.

O esforço de promoção já tem gerado resultados concretos. “O Paraná está recebendo como nunca as convenções das maiores operadoras de turismo, com mais de 10 mil agentes de viagens visitando o estado este ano. É um movimento inédito, que mostra o quanto o Paraná se consolidou como destino competitivo e atrativo”, afirmou.

Além do potencial natural e cultural, o executivo destacou a excelente relação custo-benefício que o estado oferece. “Viajar pelo Paraná é acessível: o aéreo é mais barato, a hotelaria tem ótima qualidade e a gastronomia de alto padrão custa um terço do preço de destinos mais famosos do Brasil”, explicou.

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