
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou que todos os controladores de tráfego aéreo retornem ao trabalho imediatamente, mesmo com o governo federal ainda em shutdown. A categoria é considerada serviço essencial e, por isso, grande parte dos profissionais segue atuando sem receber salário desde o início da paralisação, que já dura semanas. No entanto, a redução de equipes em aeroportos estratégicos tem provocado atrasos e cancelamentos de voos, pressionando o sistema aéreo nacional.
Em declaração pública, Trump afirmou que pretende aplicar sanções, incluindo cortes de pagamento e substituição de profissionais que não cumprirem a ordem. Ao mesmo tempo, o presidente ofereceu um bônus de US$ 10 mil para controladores que permanecerem ativos, gesto interpretado como tentativa de conter a insatisfação da categoria e evitar um apagão maior no setor.
O shutdown, motivado pelo impasse entre Executivo e Congresso em relação ao orçamento, já afeta diversos serviços federais. No caso da aviação, o impacto é particularmente sensível, uma vez que o controle de tráfego aéreo é fundamental para manter segurança e regularidade nas operações. Sindicatos de controladores afirmam que a pressão pode aumentar o estresse entre profissionais e comprometer a segurança das operações.
A situação adiciona nova camada de tensão às negociações em Washington. Enquanto aeroportos enfrentam atrasos crescentes, cresce também a pressão pública para que governo e legisladores alcancem um acordo que permita restabelecer os pagamentos e normalizar a operação de serviços essenciais.







