
RIO DE JANEIRO – O Brasil alcançou nesta semana um marco histórico no turismo internacional. Em evento realizado nesta segunda-feira (24), no Rio de Janeiro, o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, celebrou a entrada de 8 milhões de turistas estrangeiros no país em 2025 — número atingido pouco mais de dois meses após o país superar, pela primeira vez, a marca de 7 milhões.
Veja a galeria de fotos no fim do texto
Para acompanhar o ritmo acelerado das chegadas, a Agência inaugurou na capital fluminense e em Brasília, dois Turistômetros, paineis que registram em tempo real cada entrada de visitantes. A expectativa, segundo Freixo, é otimista: “Até 31 de dezembro nós devemos chegar a 9 milhões de turistas internacionais, algo que o Brasil nunca viveu. É um crescimento de mais de 40% em relação ao ano passado”, destacou.
Entre os fatores que explicam o avanço, Freixo destacou o aumento de 16% na malha aérea, o dobro da média mundial. Também ressaltou o novo modelo de gestão da Embratur, baseado em dados e parcerias com universidades.
“Hoje sabemos quanto o turista de cada país gasta, por onde viaja e o que busca no Brasil. Isso nos permite qualificar a promoção e mostrar toda a diversidade brasileira — sol e praia, Amazônia, gastronomia, biomas, cultura”, explicou.
Essa estratégia permitiu, por exemplo, ampliar o alcance de destinos nordestinos no mercado argentino e aumentar a presença de franceses e alemães na Amazônia.
Freixo também comentou a boa repercussão da campanha internacional “Brasil It’s a vibe”, que destaca não apenas cartões-postais, mas a energia e o acolhimento do povo brasileiro.
“O melhor produto que o Brasil tem é o seu povo. Essa vibe, essa alegria e essa capacidade de receber encantam o mundo. Isso aparece em todas as pesquisas”, afirmou.
Impacto econômico: novos recordes de receita
O presidente da Embratur anunciou ainda que, com a alta no fluxo internacional, o país deve ultrapassar neste ano os US$ 8 bilhões em receita, superando os recordes de 2014 (Copa do Mundo) e de 2024.
Segundo Freixo, o setor é responsável por mais de 8 milhões de empregos diretos, movimentando uma ampla cadeia que envolve desde motoristas de táxi e aplicativo até hotéis, restaurantes, guias e serviços especializados.
“O turismo distribui renda de forma muito ampla. Não é só o dono do hotel que ganha”, enfatizou.
Ao projetar o futuro, Freixo defendeu a consolidação de políticas públicas permanentes para o setor, independentemente de governos.
“O turismo hoje representa 8% do PIB, mas pode ser muito mais. No século XXI, o turismo é uma solução econômica inclusiva, sustentável e capaz de gerar justiça social. Talvez seja o nosso ‘novo petróleo’”, afirmou.
Ele reforçou ainda que o momento positivo deve se transformar em tendência, com cooperação entre Embratur, Ministério do Turismo, estados e municípios. “Quando o turista chega, não importa se o prefeito é de direita ou esquerda: todos ganham com emprego, renda e imagem positiva do Brasil”, finalizou.
GALERIA:




















