Grupo Cataratas abre trainee às cegas para 2026 e reforça diversidade no turismo; entenda
Iniciativa incentiva inscrição de grupos historicamente sub-representados (Divulgação)

O Grupo Cataratas abriu as inscrições para o programa de trainee 2026 e aposta em um modelo que tenta espelhar o Brasil real. Batizada de “Só Feras: Identidades Brasileiras”, a seleção será conduzida às cegas — sem foto, nome, gênero ou instituição de ensino, numa tentativa de reduzir vieses e focar no que cada candidato tem a apresentar. As inscrições vão até 12 de dezembro.

Ao todo, são quatro vagas: duas para Operações em Turismo, direcionadas a formados em Turismo, Administração, Engenharia e áreas próximas; e duas para a Área Técnica em Biologia, destinadas a quem vem de Biologia, Ciências Ambientais, Veterinária, Zootecnia ou formações correlatas. A disputa é aberta para graduados entre 2023 e 2025.

Para avançar, o candidato precisa atender a pelo menos seis dos doze critérios listados, que incluem experiência de trabalho, iniciação científica, intercâmbio e atuação voluntária. A seleção terá etapas de provas (Português, Matemática, Informática e raciocínio lógico), avaliação de conduta, além de um desafio em áudio de três minutos sobre inovação e sustentabilidade no turismo. Quem seguir no processo encara avaliações comportamentais, entrevistas, dinâmicas e, já em 2026, a criação de um projeto acompanhado por mentoria — tudo sem identificação.

A companhia reforça que o objetivo é ampliar a diversidade no time e nas lideranças, incentivando inscrições de mães, mulheres, pessoas com deficiência, profissionais 50+, comunidade trans, travestis e não-bináries, além de pretos, pardos e povos tradicionais. Na edição anterior, o programa recebeu mais de 25 mil inscrições.

Segundo Ana Nathalia Pessoa, hoje supervisora de Pesquisa e ex-trainee, o modelo tem impacto direto na formação dos profissionais. “O processo é desafiador e de muito aprendizado. Como é às cegas, cada etapa valoriza de fato o talento e as ideias de quem participa, sem qualquer influência de nome, gênero ou histórico”, relata. Ela afirma que a experiência “marcou a carreira” e a preparou para assumir posição estratégica dentro da empresa.