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Tainah Fagundes, da Assobio,  Saulo Jennings, Chef, Marina Figueiredo, da Braztoa, e Flávia Neri, da Fundtur MS (Ana Azevedo/M&E)

BELÉM – A Braztoa reuniu, nesta terça-feira (9), em Belém a presidente Marina Figueiredo, o chef Saulo Jennings, Tainah Fagundes, da Assobio e Flávia Neri, da Fundtur MS, para discutir como a gastronomia no turismo contribui para a construção da identidade territorial da Amazônia. O painel tratou de percepção externa, práticas produtivas, políticas públicas e da relação entre culinária e escolha de viagem.

Marina Figueiredo abriu a discussão ressaltando como a alimentação passou a integrar o núcleo da experiência turística ao conectar visitantes ao território. “A gastronomia traduz história, território e memória, é muitas vezes o canal responsável por criar memórias afetivas. Promover a identidade através de seus ingredientes e de sua gastronomia é, de fato, um diferencial único. Temos observado um grande fascínio por parte das pessoas ao experimentarem os sabores do Pará”, disse.

Já Chef Saulo Jennings, do Restaurante Casa do Saulo e Embaixador Gastronômico da ONU Turismo observou que a culinária amazônica deixou o ambiente doméstico para ocupar espaço estratégico na oferta turística, e isso impactou inclusive na relação do paraense com o orgulho culinário e cultural. 

“Não adianta dizer que temos a melhor comida e só comer em casa. Tem que servir nos restaurantes. O açaí, por exemplo, antes era motivo de vergonha. Hoje é luxo, um orgulho. A força de uma narrativa autêntica é fundamental para garantir que os produtos regionais alcancem novos patamares, transformando as histórias em tradição e ação coletiva”, afirmou. 

Tainah Fagundes, cofundadora da marca Da Tribu e conselheira da Associação dos Negócios da Sociobioeconomia da Amazônia (Assobio), apresentou resultados de pesquisa da entidade sobre percepção da região. “Só 2% dos brasileiros acreditam que a Amazônia tem cidades urbanizadas. Isso distancia o consumidor da cadeia de valor”, e explicou ainda, que a rota da bioeconomia busca aproximar visitantes de produtores e processos. 

“Falamos de floresta em pé, floresta viva, como atuar com ela de forma sustentável e educacional. Agastronomia local, com suas peculiaridades e autenticidade, deve ser reconhecida e relida em suas dimensões mais profundas, buscando um equilíbrio entre tradição e inovação, respeitando as identidades culturais que formam um território vibrante”, finalizou.

*O M&E viaja com proteção da GTA e apoio da Shift Mobilidade Corporativa.