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Clima, falhas técnicas e falta de pessoal afetam operações em JFK, LAX e São Francisco (Zhang Fengguo/Getty Images)

Viajar pela América do Norte se tornou um desafio nos últimos dias. Um cenário de instabilidade tomou conta dos principais aeroportos dos Estados Unidos, com 29 voos cancelados e 387 partidas remarcadas, afetando tanto rotas domésticas quanto internacionais. Entre os mais impactados estão os aeroportos de John F. Kennedy (JFK), em Nova York, Los Angeles (LAX), na Califórnia, e São Francisco (SFO), que concentram grande volume de conexões globais.

As interrupções têm provocado longas esperas, incertezas e mudanças forçadas de planos para milhares de passageiros. Segundo informações do setor, a combinação de condições climáticas adversas, escassez de pessoal e desafios operacionais criou um efeito dominó que se espalhou rapidamente pelos terminais mais movimentados do país.

JFK concentra problemas no Leste dos EUA

No Aeroporto Internacional John F. Kennedy, o impacto foi significativo nas últimas 24 horas, com sete voos cancelados e 11 atrasos registrados. Algumas companhias aéreas enfrentaram dificuldades mais severas. A Air France, por exemplo, teve cerca de 50% de suas operações canceladas no aeroporto, gerando incerteza entre passageiros de voos internacionais.

A JetBlue também foi fortemente afetada, com quatro cancelamentos e dois atrasos, sobretudo em voos do início da manhã. Já a Delta Air Lines contabilizou dois cancelamentos e três partidas atrasadas, orientando seus clientes a acompanhar constantemente o status das operações.

Entre os principais motivos estão o mau tempo, falhas mecânicas inesperadas e a falta de equipes suficientes para dar conta da demanda. Passageiros relataram dificuldades para remarcar voos e longos períodos de espera nos balcões de atendimento.

Costa Oeste sente o peso das interrupções em LAX

O Aeroporto Internacional de Los Angeles vive um dos períodos mais críticos dos últimos dias, com 18 voos cancelados e 11 atrasos. O terminal, um dos maiores hubs da Costa Oeste, sofreu impactos tanto em rotas domésticas quanto internacionais.

A JetBlue voltou a aparecer entre as mais afetadas, com quatro cancelamentos e dois atrasos. A American Airlines registrou três cancelamentos e sete atrasos, principalmente em voos com destino ao exterior. A Delta Air Lines informou cinco cancelamentos e nove atrasos, muitos deles em operações internacionais com destino à Europa.

Além das condições climáticas instáveis, atrasos nas operações em solo, restrições de controle de tráfego aéreo e questões de segurança contribuíram para agravar o cenário no aeroporto californiano.

São Francisco enfrenta perturbações persistentes

No Aeroporto Internacional de São Francisco, as dificuldades também continuam. Foram registrados 18 cancelamentos e 11 voos atrasados, afetando significativamente quem parte da região da Baía.

A JetBlue contabilizou quatro cancelamentos e dois atrasos, enquanto a American Airlines teve três cancelamentos e cinco atrasos, principalmente em voos domésticos rumo à Costa Leste. A Delta Air Lines registrou dois cancelamentos e quatro atrasos, impactando tanto rotas nacionais quanto internacionais.

Problemas mecânicos, clima adverso, atrasos em conexões e a combinação de alta demanda com falta de pessoal ajudaram a intensificar os transtornos no aeroporto.

Reflexos globais para passageiros internacionais

As consequências vão além do território americano, já que JFK e LAX são importantes portas de entrada para voos internacionais. Com isso, os cancelamentos também impactaram rotas para destinos como Paris, Tóquio, Hong Kong e Londres. Passageiros com destino à Europa e à Ásia enfrentaram horas de atraso ou remarcações complexas, muitas vezes com poucas alternativas disponíveis. O efeito cascata alcançou ainda grandes centros de conexão fora dos Estados Unidos, como Dubai, Doha e Frankfurt, criando gargalos em voos de conexão e ampliando a frustração dos viajantes.

Impacto econômico e desafios estruturais

As interrupções devem gerar reflexos econômicos relevantes. Aeroportos perdem receitas com serviços ao passageiro, varejo e logística, enquanto companhias aéreas arcam com custos de remarcações, hospedagem, alimentação e eventuais indenizações. O setor de turismo como um todo também sente os efeitos, com cancelamento de passeios, atrasos em eventos corporativos e mudanças em viagens de lazer.

A falta de pessoal, um problema que se arrasta desde a pandemia, segue como um dos principais gargalos. Áreas como manuseio em solo e controle de tráfego aéreo operam no limite, o que compromete embarques, segurança e o fluxo de bagagens. Soma-se a isso o aumento de falhas técnicas e a pressão sobre a manutenção das aeronaves, especialmente durante o inverno.

Inverno agrava cenário nos aeroportos

As condições climáticas típicas da estação têm papel central no atual cenário. Tempestades de neve, temperaturas congelantes e nevoeiro dificultam operações em cidades como Nova York e Boston. Já aeroportos como São Francisco e Los Angeles enfrentam desafios adicionais com baixa visibilidade, o que prolonga procedimentos em solo e amplia os atrasos.

Orientações e direitos dos passageiros

As companhias aéreas afirmam estar oferecendo suporte, como hospedagem, vales-refeição e transporte terrestre, mas os canais de atendimento estão sobrecarregados. Muitos passageiros têm conseguido resolver a situação com mais rapidez por meio dos aplicativos das empresas.

Nos Estados Unidos, viajantes afetados por cancelamentos geralmente têm direito a reembolso integral ou remarcação sem custo. Em alguns casos, também é possível obter compensação por despesas adicionais. Para atrasos e conexões perdidas, o tipo de assistência varia conforme a causa do problema, e a recomendação é consultar diretamente as políticas de cada companhia.

*Com informações de TTW