MPF questiona política da Latam que restringe uso de banheiro em aeronaves
Procuradoria questiona restrição de uso de sanitário dianteiro por passageiros da classe premium e busca esclarecimentos operacionais (Divulgação/Latam)

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou uma investigação para apurar a decisão da Latam de limitar o uso do banheiro dianteiro de suas aeronaves apenas a passageiros da cabine Premium Economy, após a prática gerar críticas de órgãos de defesa do consumidor e reação pública.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) disse ao MPF que a definição de quais banheiros são usados por cada grupo de passageiros é uma escolha operacional da companhia aérea, e que não há investigação em andamento por parte da agência. No entanto, um parecer técnico interno da Anac questionou tais práticas e recomendou uma análise mais ampla do caso.

A Latam afirmou que não discrimina nenhum passageiro e que todas as suas práticas operacionais seguem a legislação vigente.

O caso ganhou repercussão depois que órgãos de defesa do consumidor notificaram a empresa, e o governo federal também manifestou preocupação com a restrição de uso de banheiros em voos comerciais, defendendo que todos os passageiros tenham acesso irrestrito aos sanitários da aeronave.