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Existe uma estratégia onde os valores são ajustados em tempo real com base em diversas variáveis do mercado (Criado com IA/Beatriz do Vale/M&E)

Vamos falar de passagens aéreas? O ano de 2025 foi histórico para o turismo brasileiro. Foram recordes atrás de recordes. Um deles na aviação civil, que registrou nada mais nada menos que 130 milhões de passageiros! Uma alta de 9% em comparação a 2024. Já no mercado internacional, outro recorde e ainda mais expressivo: 28,5 milhões de passageiros, 13,7% a mais que no ano anterior, sendo também um avanço de 20% frente ao período pré-pandemia, segundo o levantamento da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Ministério de Portos e Aeroportos.

Com tantos brasileiros viajando e uma previsão de que serão ainda mais em 2026, uma das dúvidas que muitas vezes nos pega na hora de comprar uma passagem área é o PREÇO. Afinal, o que define o valor oferecido pelas companhias? Quais são os fatores que implicam em oscilações tão grandes, com diferenças bem consideráveis para o nosso bolso?

Primeiro que, não só no Brasil como em praticamente qualquer outro país, os preços das passagens aéreas são dinâmicos, ou seja, existe uma estratégia onde os valores são ajustados em tempo real com base em diversas variáveis do mercado, como demanda, concorrência, sazonalidade e comportamento do consumidor, em vez de ter um preço fixo.

Abear explica oscilação nos preços das passagens

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Abear dá dica para comprar passagens aéreas mais baratas (Divulgação/Inframerica)

Ao Mercado & Eventos a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) ressalta ainda que além dos custos operacionais como manutenção, leasing de aeronaves, tripulação e combustível, a composição de uma tarifa considera diversos elementos, como taxa de ocupação do voo, demanda por aquele trecho, data da compra em relação à viagem etc, os impostos estaduais, como o ICMS, também podem impactar na precificação de determinados trechos.

A Abear exemplificou, através de dados da própria Anac, que em novembro de 2025 os preços das passagens aéreas apresentaram uma redução de 15,8% em relação a outubro. Já na comparação anual, novembro de 2025 apresentou uma redução de 20% nos preços das passagens em relação ao mesmo mês de 2024. Em contrapartida, o IPCA subiu 4,5%, e o QAV (Querosene de Aviação), responsável por aproximadamente 30% dos custos das companhias aéreas, teve alta de 3,6% neste período.

Na seção sobre tarifas aéreas domésticas no site oficial da Anac, existe um tópico chamado “fatores que afetam as tarifas aéreas”, onde constam algumas razões pelas quais os preços mudam e que vão de encontro com os exemplos citados mais acima.

Vale ressaltar que esses ajustes são normais e esperados no setor aéreo porque o mercado brasileiro opera com liberdade tarifária, então a Anac não controla os preços, apenas acompanha e divulga informações para o consumidor e para estudos de mercado. Dito isto, a Abear dá a dica:

“A regra de ouro é planejamento e compra antecipada.”