Disney
Parques batem recorde de receitas e ajudam Disney a superar projeções do mercado (Angus Mordant/Bloomberg)

A Walt Disney Co. registrou lucro líquido de US$ 2,4 bilhões no primeiro trimestre de seu ano fiscal, resultado que representa uma queda de 5,9% na comparação anual. Apesar do recuo no lucro, o conglomerado de mídia apresentou avanço nas receitas e desempenho acima das expectativas do mercado, sustentado principalmente pelo forte resultado de seus parques temáticos.

Entre outubro e dezembro, a companhia apurou receitas de US$ 5,9 bilhões, crescimento de 5,2% em relação ao mesmo período de 2024, superando a projeção de US$ 25,7 bilhões estimada por analistas ouvidos pela FactSet.

Em comunicado ao mercado, o diretor-presidente da Disney, Bob Iger, avaliou positivamente o início do exercício fiscal e destacou a evolução estratégica da empresa nos últimos anos. “Estamos satisfeitos com o início do nosso ano fiscal, refletindo os enormes avanços que estamos fazendo”, afirmou. “Fico orgulhoso do que fizemos nos últimos três anos.”

Disney fecha 1º trimestre fiscal com lucro de US$ 2,4 bilhões, em leve retração anual
Bob Iger, CEO da Disney (Reprodução/Disney)

Disney tem desempenho desigual entre streaming e parques

O desempenho por segmento mostrou dinâmicas distintas. A divisão de entretenimento, que engloba estúdios e as operações de streaming, registrou aumento de 7% no faturamento. No entanto, o lucro operacional do segmento recuou para US$ 1,1 bilhão, impactado por margens menores, reflexo principalmente do aumento de custos operacionais e de produção.

Já a área de parques, experiências e produtos foi o grande destaque do trimestre. A Disney alcançou receitas recordes de US$ 10 bilhões no segmento, impulsionadas tanto pelo crescimento no volume de visitantes quanto pelo aumento dos gastos per capita ao longo dos três meses finais de 2025. O resultado reforça a relevância dos parques temáticos como um dos principais motores financeiros da companhia, especialmente em um cenário de pressão sobre outras áreas do negócio.

Do ponto de vista financeiro, o lucro por ação ajustado foi de US$ 1,63, acima da expectativa média de US$ 1,57 do mercado, indicando resiliência operacional mesmo diante da retração no lucro líquido.

Para o segundo trimestre fiscal, a Disney projeta a continuidade das tendências operacionais observadas no fim de 2025. No acumulado do ano, a companhia mantém a expectativa de crescimento de dois dígitos no lucro por ação ajustado, sinalizando confiança na recuperação gradual das margens e na solidez de seus principais negócios.