Dólar
Dólar recua com sinais de cautela do Copom e menor pressão externa (Prakash Singh/Bloomberg)

O dólar opera em queda frente ao real nesta terça-feira (3), em um movimento influenciado pela divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e por declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. No cenário externo, a moeda norte-americana também apresenta desvalorização frente a divisas pares do real.

Às 9h10, o dólar à vista recuava 0,36%, cotado a R$ 5,238. Já o dólar futuro para março, atualmente o contrato mais líquido negociado na B3, cedia 0,58%, aos R$ 5,262, refletindo um ambiente de maior cautela e reavaliação de expectativas por parte dos investidores.

No mercado de câmbio comercial, a moeda norte-americana era negociada a R$ 5,237 na compra e R$ 5,238 na venda, segundo dados do mercado (com Reuters).

O Banco Central realiza ainda nesta manhã, às 11h30, um leilão de 50 mil contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de março, operação acompanhada de perto por agentes financeiros e setores sensíveis ao câmbio, como turismo, aviação e comércio exterior.

Ata do Copom reforça cautela sobre juros

A ata do Copom, divulgada nesta terça (3), reforça que o Banco Central segue avaliando a possibilidade de iniciar um ciclo de cortes na taxa básica de juros, a Selic, a partir de março, mas sem indicar o tamanho ou a duração desse movimento. O documento destaca que novas decisões dependerão da evolução dos indicadores econômicos, especialmente inflação e atividade.

A Selic foi mantida em 15% ao ano, e o colegiado reiterou que a política monetária continuará restritiva até que haja maior segurança quanto à convergência da inflação para a meta. A sinalização de cautela foi bem recebida pelo mercado e contribuiu para a valorização do real nesta sessão.

Dólar opera em baixa nesta terça-feira (3) com ata do Copom no radar
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo (Reprodução/Forbes)

Impacto do dólar para o setor de Turismo

Para o setor de turismo, o recuo do dólar tende a trazer alívio pontual nos custos operacionais ligados a passagens internacionais, contratos dolarizados, hotelaria no exterior e serviços turísticos internacionais. Além disso, a perspectiva de juros mais baixos ao longo do ano pode favorecer o consumo, o crédito e o planejamento de viagens, tanto no mercado corporativo quanto no lazer.

O câmbio segue, no entanto, sensível ao cenário externo e às próximas decisões de política monetária, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, o que mantém o setor atento à volatilidade e à necessidade de planejamento financeiro cauteloso nos próximos meses.

*Com informações de InfoMoney