
O Aeroporto Internacional do Galeão encerrou 2025 com 17,5 milhões de passageiros, segundo dados da Anac. É o maior volume já registrado pelo terminal desde o início da série histórica, em 2000. O crescimento foi de 23,5% em relação a 2024, quando o aeroporto recebeu 14,2 milhões de viajantes. A marca supera o recorde anterior, de 16,9 milhões, alcançado em 2014.
O total considera voos domésticos e internacionais com origem ou destino no Galeão. O avanço ocorre às vésperas do novo leilão da concessão, marcado para 30 de março, na B3, em São Paulo.
Analistas avaliam que a disputa deve atrair novos interessados além dos atuais operadores. O edital prevê a saída da Infraero, que hoje detém 49% da concessão. Os outros 51% pertencem à Changi Airport Group e à Vinci Compass.
A nova modelagem coloca à venda 100% da operação do aeroporto. O valor mínimo da proposta é de R$ 932 milhões, a ser pago à vista. O vencedor também deverá repassar à União 20% do faturamento bruto anual até 2039.
Para Marcus Quintella, da FGV Transportes, o formato é mais equilibrado que contratos anteriores. Segundo ele, o modelo evita outorgas consideradas excessivas e amplia a atratividade do ativo.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que há ao menos cinco possíveis participantes no certame.
Entre os citados estão Vinci Airports, Inframerica, Zurich Airport Brasil, Aena e a própria Vinci Compass. O economista Claudio Frischtak, da Inter.B, vê perspectiva de ao menos um ou dois novos grupos na disputa.
Parte do crescimento do Galeão é atribuída às restrições operacionais do Aeroporto Santos Dumont. Desde outubro de 2023, o terminal central opera apenas voos nacionais e com limitação de passageiros.
Em 2025, o Santos Dumont movimentou 6 milhões de viajantes, abaixo dos 11,2 milhões registrados em 2023.
A concessionária do Galeão afirma que a coordenação entre os dois aeroportos fortaleceu a conectividade.
O terminal também registrou avanço na movimentação de cargas. Com capacidade para 37 milhões de passageiros por ano, o Galeão ainda tem margem relevante para expansão. O desempenho recorde reforça o potencial do ativo às vésperas do leilão.







