
O Brasil deixou de ser apenas um mercado promissor para se tornar prioridade estratégica na expansão da Civitatis. Em entrevista ao M&E, o CEO global da companhia, Andrés Spitzer, afirmou que o país tem potencial para se tornar o principal mercado da empresa na América Latina, e que a meta é acelerar ainda mais o crescimento nos próximos anos.
“Quando comecei a conhecer melhor o mercado brasileiro, percebi o enorme potencial. A América Latina é um grande oceano azul para nós, e o Brasil pode se tornar o número um”, declarou.
A Civitatis, que nasceu na Espanha e consolidou presença na Europa, vê a região latino-americana como nova fronteira de expansão. Segundo o executivo, a expectativa é manter ritmo de crescimento acima de 30% na região, com o Brasil desempenhando papel central.
“Definitivamente, é um dos mercados-chave. Queremos dobrar nossa operação aqui”, reforçou.
Tecnologia invisível e foco na experiência
Para 2026, Spitzer aponta dois grandes desafios: adaptar-se à transformação tecnológica acelerada e tornar a tecnologia cada vez menos perceptível para o usuário final.
“O mundo está mudando a forma como nos relacionamos com a informação e com as viagens. Precisamos nos adaptar a essa nova realidade, especialmente com a inteligência artificial”, explicou.
Ainda assim, o CEO enfatiza que o objetivo não é substituir o fator humano, mas simplificar processos.
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“Minha meta é que a tecnologia se torne invisível. Que tudo funcione de forma fluida, reservas, pagamentos, operações, para que o viajante possa focar apenas na experiência. Parece simples, mas exige muito trabalho nos bastidores.”
Segundo ele, a empresa busca integrar IA e automação sem comprometer a qualidade operacional nem a experiência emocional do cliente.
B2B como motor de crescimento da Civitatis
Um dos principais vetores dessa expansão no Brasil é o canal B2B, que praticamente dobrou de tamanho no último ano. Para Spitzer, o avanço é resultado direto de estratégia local e fortalecimento de parcerias.
“O mais importante foi construir um time local forte, com conexão real com os players do mercado brasileiro. Trabalhamos com grandes operadoras e ampliamos integrações que estavam em desenvolvimento”, afirmou.
Entre os movimentos estratégicos estão o fortalecimento de integrações tecnológicas e a aproximação com operadoras e consolidadoras do país, ampliando a capilaridade da distribuição.
“2025 foi um ano de construção: consolidamos integrações, aprofundamos conexões e mostramos ao trade que estamos aqui para o longo prazo.”
Para 2026, a diretriz é clara: acelerar.
“Não é momento de desacelerar. É hora de trazer mais parceiros para dentro de casa e continuar crescendo.”
Brasil como protagonista
A visão do CEO da Civitatis é de que o mercado brasileiro ainda está longe de atingir seu teto. O aumento do interesse por experiências, a profissionalização do trade e a digitalização das agências criam um ambiente favorável para expansão.
“O Brasil está crescendo, e nós queremos crescer junto. O potencial é enorme, talvez o maior da região”, finalizou.







