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Veja comentários e projeções das empresas de aviação presentes no evento (Beatriz Waehneldt/M&E)

RIO DE JANEIRO – O Routes Americas 2026, realizado no Brasil, concentrou discussões estratégicas sobre malha aérea, expansão de rotas e perspectivas para o tráfego internacional nos próximos anos. Durante o encontro, representantes de Air Canada, Avianca, Azul, JetSmart, SKY e Turkish Airlines abordaram a importância de o evento ocorrer no país e detalharam como o mercado brasileiro se insere nos planos das companhias.

O evento consolidou o país como plataforma estratégica para decisões de conectividade na América Latina. As falas dos executivos indicam manutenção de rotas, estudos de expansão e expectativa de crescimento da demanda regional e intercontinental, com a Copa do Mundo de 2026 inserida no planejamento das companhias.

Para a Air Canada, sediar o encontro no Brasil reforça vínculos comerciais e institucionais

Routes Americas 2026 coloca Brasil no centro das decisões das aéreas para a Copa do Mundo
Philip Pisano, da Air Canda (Beatriz Waehneldt/M&E)

O Network Planning specialist da Air Canada, Philip Pisano, destacou que o mercado brasileiro é relevante para a companhia, que mantém operações consistentes no país. “Temos muitos serviços para o Brasil, então ampliar essa conscientização, especialmente entre os canadenses, é muito útil”, disse.

Questionado sobre possíveis reflexos da Copa do Mundo de 2026, declarou que espera um impulso na chegada de brasileiros ao país: “vamos sediar alguns dos jogos no Canadá e sabemos o quanto os brasileiros amam futebol”. Ele acrescentou que o voo de São Paulo deverá ser o mais procurado. “Só o fato de termos agora o voo do Rio já cria reconhecimento de marca para a Air Canada”.

Avianca relata que a realização do Routes Americas no Brasil reforça o papel do país como polo regional

Routes Americas 2026 coloca Brasil no centro das decisões das aéreas para a Copa do Mundo
Juan Filipe Motta, da Avianca (Beatriz Waehneldt/M&E)

Na avaliação do Network Planning specialist da Avianca, Juan Filipe Motta: “o Brasil é um mercado emergente para muitos novos mercados operados por grandes companhias aéreas”, afirmou. Segundo ele, aeroportos brasileiros têm ampliado relevância como centros de conexão. “São Paulo e outros grandes aeroportos internacionais do país se tornaram importantes hubs de conexão para companhias”.

Para o executivo, o encontro contribui para consolidar operações existentes. “Reforça muitas das rotas que já temos para o Brasil, especialmente para as principais cidades como Rio de Janeiro e São Paulo”, declarou Motta. Sobre o perfil de passageiros, explicou que para algumas cidades o mercado pode ir desde MICE até visita a amigos e familiares. Ele também mencionou o fluxo turístico: “Muitos vão da América do Norte e da Europa para as praias do Rio de Janeiro”.

A Azul ressaltou que o evento amplia a exposição do país junto a executivos internacionais

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Henrique Saad, da Azul (Beatriz Waehneldt/M&E)

“É importante para a gente mostrar o potencial do Brasil e do Rio de Janeiro, especificamente para todo mundo que está aqui presente”, afirmou o gerente de Planejamento Estratégico da Azul, Henrique Saad. Segundo ele, a iniciativa contribui para fortalecer o mercado. “Sabemos que no ano passado batemos recordes de estrangeiros aqui no país, são ações como essa que acabam desenvolvendo o mercado brasileiro”.

Sobre o perfil da demanda, explicou: “A Azul tem muitos passageiros que viajam a trabalho. Essa ligação São Paulo – Rio de Janeiro é conhecida pelo alto fluxo de passageiros de negócio”. Ele também destacou que a Azul tem uma capilaridade muito grande, o que acaba ajudando a atender regiões onde não há presença de outras companhias aéreas. “A Azul acabou de sair de um processo de recuperação judicial lá na Corte dos Estados Unidos, então o momento agora é de consolidação, retomar o foco no cliente”, respondeu ao ser questionado sobre planos para 2026.

A JetSmart apontou o Brasil como mercado relevante dentro de sua estratégia regional

Routes Americas 2026 coloca Brasil no centro das decisões das aéreas para a Copa do Mundo
Representantes da JetSmart (Beatriz Waehneldt/M&E)

Para a Networking Planning lead da JetSmart, Karina de La Hoz, o evento ocorrer no Brasil é extremamente relevante, pois a companhia tem muitos destinos no país. “Operamos pelo menos 11 ou 12 rotas para o Brasil e, além disso, a JetSmart é o maior operador internacional no Rio”, declarou. Ela destaca que os passageiros do grupo procuram a praia nas temporadas altas, especialmente no verão. Para 2026, indicou continuidade na avaliação de expansão.

A SKY destacou o evento como espaço de articulação com parceiros

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Sebastian Fernandez, da Sky (Beatriz Waehneldt/M&E)

O deputy director de International Route Planning da Sky, Sebastian Fernandez, relata que para a companhia chilena, é positivo o evento ser no Brasil, pois todos conhecem o destino. “É uma boa oportunidade para conversar com companhias aéreas, aeroportos e todos os stakeholders para fazer novos negócios”. De acordo com ele, o viajante Sky busca lazer, férias e praia, então “o Rio é um dos melhores destinos para nós”. Para 2026, revela que estão projetando bons números. “Esperamos que o mercado chileno e o mercado latino-americano cresçam, e o Brasil é um dos principais países que esperamos que continue crescendo”.

A Turkish Airlines também ressaltou o papel estratégico do evento

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Ahmet Berk Abaci, da Turkish Airlines (Beatriz Waehneldt/M&E)

O representante da Turkish Airlines, Ahmet Berk Abaci, relata que o evento é uma boa oportunidade para conexão com os aeroportos para os quais já voam e busca por novas oportunidades onde ainda não operam. “O Brasil é um mercado muito importante para Istambul. Atualmente operamos dois voos diários para São Paulo. Conectamos Argentina e Chile via Brasil”. Ele revelou também que atualmente existem alguns estudos de viabilidade para novos aeroportos tanto no Brasil quanto em outros países da América do Sul. “Temos alguns problemas com a frota de aeronaves wide body porque as entregas foram adiadas pela Boeing e pela Airbus, mas há trabalhos em andamento para novas rotas e aumento de frequências”.