Meliá registra forte crescimento em 2025 e reforça estratégia de expansão global
A Meliá espera um 2026 positivo e não prevê qualquer mudança na tendência atual do mercado (Divulgação/Meliá)

A Meliá Hotels International encerrou 2025 com resultados financeiros positivos, consolidando o bom momento do turismo global e superando o desempenho médio observado no setor hoteleiro. Mesmo diante de um cenário macroeconômico mais moderado, a companhia conseguiu manter crescimento consistente em praticamente todas as regiões onde atua.

O principal indicador de desempenho da rede, o RevPAR (receita por quarto disponível), registrou crescimento global de 5,4% em comparação com 2024, com maior impacto do aumento das diárias médias do que da taxa de ocupação. O resultado demonstra a capacidade da empresa de fortalecer sua rentabilidade em um mercado cada vez mais competitivo.

Com isso, a companhia alcançou um EBITDA de €544,7 milhões, desconsiderando ganhos de capital, enquanto o lucro líquido consolidado cresceu 23,6%, totalizando €200,2 milhões. O resultado ficou alinhado às expectativas do mercado e reforça a solidez financeira do grupo.

Os números foram registrados mesmo com o fechamento temporário para reformas de alguns dos hotéis mais importantes do portfólio da empresa, como o Paradisus Cancún, o Gran Meliá Don Pepe e o Paradisus Bali, que passam por processos de reposicionamento e modernização.

No total, a receita do grupo, excluindo ganhos de capital, alcançou €2,07 bilhões, crescimento de 3,2% em relação ao ano anterior. O desempenho também foi sustentado por uma forte geração de caixa operacional de €200 milhões.

Outro destaque foi o fortalecimento dos canais diretos de vendas. A plataforma melia.com e o aplicativo da rede cresceram 7% e mantiveram participação próxima de 50% das vendas centralizadas da companhia.

Em expansão, a Meliá assinou 51 novos hotéis em 2025, todos dentro do modelo asset-light, adicionando mais de 9 mil quartos ao portfólio global. No mesmo período, foram inaugurados 28 empreendimentos, enquanto o pipeline da empresa já soma 83 hotéis previstos para futuras aberturas.

A estratégia financeira também avançou com a assinatura de um novo empréstimo sindicalizado de €800 milhões, que permitirá otimizar o custo da dívida e alinhar o cronograma de vencimentos ao crescimento projetado até 2030.

A companhia encerrou o ano com dívida financeira líquida de €778,6 milhões, mantendo a relação Dívida Líquida/EBITDA abaixo de 2,2 vezes, nível considerado saudável pelo mercado.

Na área de sustentabilidade, a Meliá voltou a ser reconhecida como a empresa hoteleira mais sustentável da Europa pela S&P Global, além de ocupar a terceira posição no ranking global do setor de turismo.

Para 2026, as perspectivas seguem positivas. As reservas confirmadas já estão 11% acima do registrado no mesmo período do ano anterior, com crescimento em todos os segmentos.

A expectativa também é de impacto significativo com a reabertura dos hotéis reformados, especialmente nos destinos de resort, reforçando o posicionamento global da marca.

Segundo Gabriel Escarrer, presidente e CEO da companhia, a estratégia da rede segue focada em crescimento qualitativo, rentabilidade e sustentabilidade, consolidando a Meliá como uma empresa cada vez mais resiliente e preparada para aproveitar o crescimento do turismo mundial nas próximas décadas.