
A guerra no Oriente Médio começou a levantar questionamentos sobre possíveis impactos na Copa do Mundo de 2026. Mesmo assim, a Fifa afirma que não trabalha com a hipótese de adiamento do torneio. A posição foi reforçada por Heimo Schirgi, diretor de operações da entidade, durante um encontro com jornalistas em Dallas, nos Estados Unidos.
O executivo foi questionado diretamente sobre o cenário envolvendo o Irã, país que está classificado para a competição, mas enfrenta um conflito militar com Israel e os Estados Unidos. Apesar da tensão geopolítica, a organização do Mundial afirma que o planejamento segue intacto.
“Em algum momento chegaremos a uma solução e a Copa do Mundo acontecerá, obviamente. A Copa do Mundo é muito grande e esperamos que todos os classificados possam participar”, afirmou Schirgi, em declaração reproduzida pela emissora NBC 5, de Dallas.
A fala reflete o entendimento da Fifa de que o evento, pela sua dimensão global e pelos compromissos já assumidos, dificilmente teria o calendário alterado.
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Fifa acompanha desdobramentos da guerra
A entidade afirma que monitora de perto o avanço do conflito no Oriente Médio. A situação envolve riscos diplomáticos e logísticos que podem impactar seleções classificadas para o torneio.
De acordo com Schirgi, a organização trabalha em conjunto com parceiros federais e organismos internacionais para avaliar os desdobramentos da crise dia após dia.
Nos bastidores, a federação iraniana de futebol também mantém contato com a Fifa. O dirigente, no entanto, preferiu não comentar detalhes sobre essas conversas.
A expectativa é que a situação política encontre algum tipo de solução antes do início da Copa, previsto para junho de 2026.
Participação do Irã levanta dúvidas
O Irã garantiu sua vaga no Mundial por meio das eliminatórias da Confederação Asiática de Futebol e já conhece seus adversários na fase de grupos.
A seleção está no Grupo G e terá pela frente Bélgica, Nova Zelândia e Egito.
Duas dessas partidas estão programadas para acontecer em Los Angeles, enquanto a outra será disputada em Seattle.
O ponto de atenção está justamente no fato de que os jogos ocorreriam em território norte-americano, país que mantém forte tensão política com o governo iraniano.
Por enquanto, a Fifa evita especular sobre possíveis cenários caso a situação diplomática se agrave.
Copa de 2026 será a maior da história
Outro fator que pesa contra qualquer possibilidade de adiamento é a dimensão do evento.
A Copa de 2026 será a primeira com 48 seleções participantes, ampliando significativamente o número de jogos e a logística do torneio.
Além disso, a competição será realizada em três países: Estados Unidos, México e Canadá.
Os Estados Unidos concentrarão a maior parte das partidas, com jogos em 11 cidades. O México contará com três sedes e o Canadá receberá partidas em duas cidades.
A organização envolve acordos comerciais, contratos de transmissão e estruturas de turismo que mobilizam bilhões de dólares. Por isso, qualquer alteração no calendário teria impactos globais.
Bastidores da Copa já estão em operação
Enquanto o cenário internacional segue em tensão, os preparativos para o Mundial continuam avançando.
Dirigentes da Fifa estavam reunidos em Dallas para apresentar os planos do festival de torcedores da cidade e também o funcionamento do Centro Internacional de Transmissão, conhecido como IBC.
O complexo está sendo montado dentro do Centro de Convenções Kay Bailey Hutchison e será responsável por grande parte da operação de mídia do torneio.
Segundo Schirgi, a estrutura funcionará 24 horas por dia durante a Copa. A expectativa é que o espaço receba entre 3 mil e 3,5 mil jornalistas de diferentes partes do mundo, responsáveis por transmitir o evento para milhões de torcedores.

*Com informações de CNN







