
As companhias Emirates e Qatar Airways ampliaram os prazos para remarcação e cancelamento de passagens diante da continuidade da guerra no Oriente Médio, que se aproxima de três semanas sem sinal de trégua. As medidas permitem alterações gratuitas e reembolso integral para passageiros com viagens programadas nas próximas semanas, mesmo em casos de voos ainda não cancelados.
As decisões foram adotadas pelas duas empresas que operam rotas entre o Brasil e seus hubs em Dubai e Doha. A Emirates estendeu a elegibilidade para passageiros com voos até 15 de abril, com possibilidade de remarcação até 31 de maio. Já a Qatar Airways permite mudanças para bilhetes com embarque até 28 de março, com nova data limite até 30 de abril.
Ambas mantêm operações reduzidas na região e orientam os passageiros a não se dirigirem aos aeroportos sem confirmação do voo. As alterações podem ser feitas pelos canais digitais das companhias ou por meio de agências de viagem, conforme a forma de compra.
Ajustes operacionais

Outras companhias aéreas que operam no Oriente Médio também adotaram medidas semelhantes, com suspensão de voos e flexibilização de regras tarifárias. A American Airlines isentou taxas de alteração para viagens programadas até maio, desde que mantidas as condições originais de origem, destino e cabine.
A British Airways suspendeu voos para diversos destinos na região até o fim do mês, enquanto a Delta cancelou operações entre Nova York e Tel Aviv até o início de abril e adiou a retomada de voos para agosto. A Air Canada suspendeu voos para destinos como Dubai e Tel Aviv até, pelo menos, o fim de abril e início de maio, permitindo remarcação sem custos ou reembolso integral.
A Air France cancelou operações para cidades como Dubai, Riad, Tel Aviv e Beirute em março, oferecendo remarcação até abril ou voucher com validade de um ano. Companhias como Ethiopian Airlines, Iberia, ITA Airways, KLM e Lufthansa interromperam voos para diferentes destinos no Oriente Médio e adotaram políticas de remarcação e reembolso. Em alguns casos, há possibilidade de alteração de destino ou emissão de vouchers.
A KLM, por exemplo, suspendeu operações para cidades como Dubai e Tel Aviv e permite remarcações até abril, enquanto a Lufthansa interrompeu voos para múltiplos destinos até datas que variam entre março e abril.
Já a Royal Air Maroc, Swiss, Turkish Airlines e United Airlines, também implementaram flexibilizações, incluindo extensão da validade dos bilhetes, remarcações sem taxa e reembolsos integrais, dependendo das condições tarifárias e da situação do voo.
Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil, em casos de atraso, cancelamento ou preterição de embarque, passageiros têm direito à assistência material, além de opções como reacomodação, reembolso integral ou execução do serviço por outro meio de transporte, conforme a Resolução 400.
Guerra no Oriente Médio

O atual estado de alerta na aviação global é reflexo da escalada militar iniciada em 28 de fevereiro, quando uma ofensiva direta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã atingiu centros estratégicos em Teerã. A operação, que resultou na queda de importantes lideranças iranianas, desencadeou uma onda de retaliações com mísseis e drones que hoje atinge não apenas Israel, mas também grandes hubs logísticos do Oriente Médio.
Com o fechamento intermitente de espaços aéreos e a insegurança no Estreito de Ormuz, por onde circula parte vital do combustível mundial, o corredor aéreo que liga o Ocidente ao Oriente tornou-se uma zona de alto risco.







