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CVC vê 2026 desafiador com guerra e combustível, mas aposta em flexibilidade para sustentar vendas (Ana Azevedo/M&E)

SÃO PAULO – A CVC Corp projeta um 2026 mais desafiador para o setor de turismo, em meio a fatores macroeconômicos e geopolíticos que devem pressionar custos e demanda. Ainda assim, a companhia aposta em sua capacidade de adaptação para sustentar o crescimento.

“O ano começa desafiador, não só para a CVC, mas para toda a indústria do turismo”, afirmou o CEO Fabio Mader. Entre os principais pontos de atenção, ele destacou a guerra no Oriente Médio, o impacto sobre o preço do combustível, além de eventos como Copa do Mundo e eleições.

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Segundo o executivo, embora a exposição direta da companhia à região em conflito seja limitada, os efeitos indiretos são relevantes. “A guerra não estava no nosso plano inicial, e a gente acompanha com bastante cuidado o tema do combustível”, disse.

O aumento no custo do querosene de aviação tende a pressionar os preços de passagens e pacotes, afetando o comportamento do consumidor. Ainda assim, Mader vê espaço para atuação estratégica. “Por sermos uma empresa muito posicionada no turismo assistido, conseguimos movimentar o cliente para outros destinos”, explicou.

Na prática, isso significa redirecionar a demanda. Clientes que planejavam viagens para regiões impactadas podem ser incentivados a escolher alternativas. “A gente faz com que ele não cancele a viagem, mas viaje para outro destino”, afirmou.

Além disso, a companhia também atua sobre clientes que já compraram pacotes, buscando evitar cancelamentos. “Temos feito diversas ações para que ele não deixe de viajar”, disse.

Aumento na oferta de voos pode equilibrar o jogo para a CVC

Apesar do cenário desafiador, há fatores positivos no horizonte. Um deles é o aumento da oferta de voos. Segundo Mader, o mercado doméstico deve crescer 11,4% em assentos disponíveis em 2026, enquanto o internacional avança 12,4%, com potencial de alta adicional após anúncios recentes de companhias aéreas.

“Esse aumento de oferta traz estímulos para o mercado de lazer”, afirmou.

Para o CEO, o equilíbrio entre desafios e oportunidades estará na capacidade de execução. A empresa pretende usar eficiência operacional e gestão de portfólio para mitigar impactos externos. “Isso faz com que a gente tenha alavancas para poder mitigar o efeito da guerra”, disse.

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Nesse contexto, a CVC aposta em seu modelo de atendimento e curadoria para oferecer alternativas competitivas ao consumidor, mesmo em um ambiente mais volátil. “A gente trabalha para levar o melhor produto com o melhor custo-benefício”, concluiu Mader.