
A guerra no Irã levou ao fechamento de aeroportos no Oriente Médio, como Dubai, Doha e Abu Dhabi, nesta sexta-feira (20), provocando o cancelamento de voos por diversas companhias aéreas e deixando dezenas de milhares de passageiros sem embarque.
O cenário afeta operadores globais e regionais, que suspenderam rotas para destinos estratégicos como Tel Aviv, Beirute, Amã e Dubai, diante das restrições no espaço aéreo em áreas que incluem Irã, Iraque, Síria e Israel.
Parte das companhias mantém operações reduzidas na região, enquanto outras optaram por suspensões totais. As restrições ao espaço aéreo e o fechamento de aeroportos seguem impactando a conectividade internacional, com ajustes constantes na malha aérea e incerteza sobre a retomada plena das operações.
Companhias aéreas com voos cancelados ou suspensos
- Aegean Airlines: cancelou voos para Tel Aviv, Beirute e Amã até 22 de abril; Erbil e Bagdá até 24 de maio; Dubai até 19 de abril; Riad até 18 de abril.
- AirBaltic: cancelou todos os voos para Tel Aviv até 29 de abril e para Dubai até 24 de outubro.
- Air Canada: cancelou todos os voos para Tel Aviv até 2 de maio e para Dubai até 28 de março.
- Air Europa: suspendeu todos os voos para Tel Aviv até 10 de abril.
- Air France-KLM: Air France cancelou voos para Tel Aviv e Beirute até 21 de março e para Dubai e Riad até 24 de março, incluindo o voo de 25 de março saindo de Dubai; KLM suspendeu voos para Riad, Dammam e Dubai até 17 de maio e para Tel Aviv até 11 de abril.
- Cathay Pacific: cancelou todos os voos de passageiros e de carga para e de Dubai e Riad até 30 de abril.
- Delta Air Lines: cancelou voos de Nova York para Tel Aviv até 31 de maio e de Tel Aviv para Nova York até 1º de junho; retomada da rota Atlanta–Tel Aviv adiada para 4 de agosto (ida) e 5 de agosto (volta).
- El Al Israel Airlines: planeja operar alguns voos internacionais para 12 destinos entre 21 e 28 de março, após suspender serviços regulares até 28 de março.
- Emirates: opera com programação reduzida após reabertura parcial do espaço aéreo regional.
- Etihad Airways: mantém número limitado de voos comerciais entre Abu Dhabi e destinos selecionados.

- Finnair: cancelou voos para Dubai até 29 de março e para Doha até 2 de julho, evitando o espaço aéreo de Iraque, Irã, Síria e Israel.
- Flynas: suspendeu voos para Dubai, Abu Dhabi, Sharjah, Doha, Bahrein, Kuwait, Iraque e Síria até 31 de março.
- IAG/British Airways: cancelou voos para Amã, Bahrein, Dubai e Tel Aviv até 31 de maio; Doha até 30 de abril; Abu Dhabi permanece suspenso até o fim do ano.
- IndiGo: suspendeu voos para Doha, Kuwait, Bahrein, Dammam, Fujairah, Ras Al Khaimah e Sharjah até 28 de março.
- Japan Airlines: suspendeu voos entre Tóquio e Doha até 31 de março (ida) e 1º de abril (volta).
- LOT Polish Airlines: cancelou voos para Dubai até 28 de março e Tel Aviv até 31 de maio; suspendeu voos para Riad até 30 de abril e para Beirute entre 31 de março e 30 de abril.
- Lufthansa Group: suspendeu voos para Tel Aviv até 9 de abril; Beirute, Dubai, Amã, Erbil e Abu Dhabi até 28 de março; Teerã até 30 de abril; Riad até 5 de abril.
- Malaysia Airlines: suspendeu todos os voos para Doha até 28 de março.
- Norwegian Air: cancelou voos de e para Dubai até 8 de abril e adiou a retomada de Tel Aviv e Beirute para 15 de junho.
- Pegasus Airlines: cancelou voos para Irã, Iraque, Amã, Beirute, Kuwait, Bahrein, Doha, Dammam, Dubai, Abu Dhabi e Sharjah até 13 de abril; voos para Riad até 24 de março.

- Qatar Airways: opera número limitado de voos entre 18 e 28 de março.
- Turkish Airlines: cancelou voos para Iraque, Síria, Líbano, Jordânia, Doha, Dubai, Abu Dhabi, Kuwait, Bahrein e Dammam até 19 de março; voos para o Irã até 20 de março.
- Wizz Air: suspendeu voos para Israel até 29 de março e para Dubai, Abu Dhabi, Amã e Jeddah de destinos europeus até meados de setembro.
Guerra no Irã

A atual guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã teve início em 28 de fevereiro, com a “Operação Epic Fury” (uma ofensiva conjunta americano-israelense contra infraestruturas militares e nucleares iranianas). Desde então, a região entrou em um estado de guerra ativa que alterou profundamente o mapa do turismo global.
O que começou como ataques focados no território iraniano expandiu-se para uma guerra de mísseis e drones que atinge hoje vários países. Apenas nesta sexta-feira (20), novos ataques foram registrados em Teerã e retaliações iranianas alcançaram refinarias em Israel e infraestruturas de energia no Catar e Emirados Árabes.
A segurança de voo tornou-se o principal gargalo. O uso intensivo de drones e mísseis balísticos obrigou o fechamento intermitente dos espaços aéreos do Irã, Iraque, Jordânia, Líbano e Israel. O fechamento do Estreito de Ormuz e os ataques a refinarias fizeram o preço do querosene de aviação disparar, resultando em sobretaxas de combustível e passagens mais caras em rotas que sequer passam pelo Oriente Médio, já que as aeronaves precisam fazer desvios longos para evitar a zona de conflito.







