
Um projeto em análise na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro quer endurecer as regras contra práticas que prejudicam turistas no Rio de Janeiro. A ideia é simples: coibir abusos, melhorar a convivência em espaços públicos e reforçar a imagem do destino.
A proposta estabelece multas para situações recorrentes em áreas turísticas, como cobrança de preços abusivos, intimidação e constrangimento de visitantes. Em casos de valores indevidos, a penalidade pode chegar a R$ 3 mil.
Também entram na lista atitudes como assédio e hostilidade contra turistas, com multas a partir de R$ 2,5 mil, podendo dobrar em caso de reincidência. A medida mira comportamentos que, embora nem sempre configurem crime, afetam diretamente a experiência de quem visita a cidade.
Episódios recentes ajudam a explicar o movimento. Em Copacabana, um turista chegou a ser cobrado em R$ 2.500 por uma caipirinha. Em outro caso, duas espigas de milho ultrapassaram R$ 1 mil, gerando repercussão negativa.
Além da relação com visitantes, o projeto amplia o foco para o uso dos espaços públicos. Estão previstas punições para descarte irregular de lixo, barulho excessivo, depredação e até obstrução de circulação em áreas movimentadas.
As multas variam entre R$ 500 e R$ 5 mil, com possibilidade de aumento para reincidentes. A proposta também prevê fiscalização em locais de grande circulação, como praias, pontos turísticos e estabelecimentos comerciais.
A iniciativa ainda está em análise, mas sinaliza uma tentativa de enfrentar problemas antigos que impactam o turismo e o cotidiano da cidade.
Se avançar, a medida pode representar um passo importante para alinhar o Rio a práticas já adotadas em outros destinos internacionais, onde a proteção ao visitante é tratada como prioridade.







