Turismo
Dados do Anuário da Braztoa foram destacados na Revista Tendências do Turismo e revelam mudanças no comportamento do viajante

A 7ª edição da Revista Tendências do Turismo, produzida pela Embratur e pelo Ministério do Turismo (MTur), com apoio da Braztoa, revela um retrato detalhado do agenciamento turístico no Brasil, marcado por mudanças no comportamento do consumidor e por novas oportunidades para o setor.

Em 2024, o mercado foi dominado por viagens de curta e média duração. Segundo a Braztoa, 51,97% dos roteiros comercializados tiveram entre 5 e 8 dias, enquanto 35% duraram até quatro dias. A tendência indica que os brasileiros estão optando por viagens mais curtas, porém mais frequentes, distribuindo melhor seus períodos de descanso ao longo do ano.

Regionalmente, o Nordeste consolidou sua liderança como principal destino turístico nacional, concentrando 45% do faturamento e 44% dos embarques domésticos. Em seguida aparecem Sudeste (26%), Sul (11%), Centro-Oeste (10%) e Norte (8%). Já a origem dos viajantes reflete a concentração econômica do país: o Sudeste lidera com 62%, seguido pelo Sul (15%) e Centro-Oeste (13%).

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(Reprodução/Tendências do Turismo)

Entre os destinos mais procurados, atrações como o Beto Carrero World e o Beach Park figuram no topo, ao lado de experiências como cruzeiros marítimos e as Cataratas do Iguaçu.

No ranking das cidades mais vendidas, o destaque vai para Rio de Janeiro, seguido por Porto de Galinhas e Maceió. Também aparecem entre os principais destinos São Paulo, Salvador, Fortaleza e Recife, evidenciando a diversidade turística do país.

Entre os estados, a liderança é da Bahia, seguida por Pernambuco e Alagoas, reforçando a força do litoral nordestino. Estados como Rio Grande do Sul e Amazonas também se destacam, mostrando a amplitude da oferta turística nacional.

O que o setor de agenciamento deve esperar do turismo em 2026?

Olhando para 2026, o cenário projetado é de transformação. O setor deve enfrentar desafios como volatilidade e sensibilidade econômica, mas também avançar impulsionado pela tecnologia. O uso de inteligência artificial, a hiperpersonalização e a curadoria de experiências ganham protagonismo.

Ao mesmo tempo, cresce a busca por conexões mais humanas e confiáveis durante as viagens. O turista tende a adotar escolhas mais conscientes, priorizando experiências transformadoras, sustentáveis e menos massificadas. Destinos alternativos e menos saturados devem ganhar espaço, assim como o turismo de natureza.

Entre os destinos com maior projeção para 2026 estão Foz do Iguaçu, Gramado, João Pessoa e Jericoacoara, além de clássicos como Fernando de Noronha e Lençóis Maranhenses.

Também surgem como apostas destinos em processo de reinvenção, como Alter do Chão, Bonito e São Miguel dos Milagres, impulsionados por investimentos, governança local e alinhamento com tendências globais de sustentabilidade.

O panorama aponta para um turismo brasileiro mais dinâmico, diversificado e orientado por experiências onde a personalização e a autenticidade devem ser os principais motores de crescimento nos próximos anos.