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Aviação, operadoras e hotelaria sustentam avanço e projetam expansão do setor (Freepik)

O turismo doméstico brasileiro alcançou um marco histórico em 2025 ao registrar 103 milhões de passageiros no transporte aéreo nacional. O dado faz parte do monitoramento do Ministério do Turismo, alinhado ao Plano Nacional de Turismo (PNT) 2024-2027, que previa meta de 118,1 milhões de viagens no período.

O volume corresponde a 87,2% do objetivo anual e representa crescimento de 8,2% em relação ao ano anterior, ainda abaixo da projeção inicial de 12,7%. Mesmo assim, o resultado consolida a primeira vez em que o país supera a marca de 100 milhões de passageiros em voos domésticos em um único ano, com meses registrando mais de 9 milhões de viajantes e mantendo estabilidade ao longo de 2025.

Turismo doméstico lidera demanda no Brasil

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O desempenho do transporte aéreo acompanha a força do mercado interno também no agenciamento. Segundo o Anuário da Braztoa, o turismo doméstico representou 60% dos embarques comercializados em 2024, somando 5,88 milhões de passageiros e movimentando R$ 5,46 bilhões, o equivalente a 25% do faturamento total das operadoras.

O Nordeste se destaca como principal destino em volume de embarques e receita, reforçando a capilaridade regional da atividade turística e sua importância para a economia nacional. Esse conjunto de indicadores aponta para um ambiente favorável à continuidade da expansão do setor, com fortalecimento da conectividade aérea e da distribuição por operadoras.

As projeções para os próximos anos indicam crescimento mais moderado, porém consistente. De acordo com a Tourism Economics, o Brasil deve alcançar cerca de 868 milhões de pernoites domésticos em 2026, alta de 1,9% sobre o ano anterior e avanço de 19,5% em relação a 2019, antes da pandemia. O gasto com hospedagem deve atingir US$ 23,2 bilhões, representando 18% das despesas totais das viagens nacionais e consolidando a hotelaria como a segunda maior categoria de consumo.

No recorte regional, análises da Amadeus indicam crescimento mais acelerado em estados como Rio Grande do Norte, Tocantins e Rio Grande do Sul, sinalizando diversificação dos fluxos turísticos além dos eixos tradicionais, como São Paulo e Rio de Janeiro.

Destinos já consolidados seguem relevantes, com a Bahia mantendo forte competitividade, especialmente em Salvador e Porto Seguro. Ao mesmo tempo, cresce a procura por destinos ligados à natureza e bem-estar, como Caldas Novas, Bonito e Fernando de Noronha, refletindo mudanças no perfil do viajante.

Relatórios da GlobalData apontam que o mercado interno deve seguir em expansão, impulsionado pela demanda por viagens nacionais. O cenário indica um turismo mais maduro, com foco na diversificação de destinos, eficiência do gasto e adaptação da oferta como fatores centrais para a competitividade da cadeia turística.

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