
As projeções para o turismo internacional no Brasil em 2026 indicam um cenário de crescimento consistente, com expectativa de 8,95 milhões de chegadas provenientes dos 23 mercados estratégicos definidos pelo Plano Brasis. De acordo com a 7ª edição da Revista Tendências do Turismo, divulgada pela Embratur, o avanço de 6% em relação a 2025 reforça a retomada do fluxo internacional em um ritmo mais sustentável, após um período de expansão mais acelerada, e sinaliza a entrada em uma fase de maturidade da demanda global pelo destino.
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TURISMO INTERNACIONAL NO BRASIL
Nesse contexto, os mercados consolidados seguem como a principal base de sustentação do turismo internacional no país, concentrando 62% das chegadas previstas. Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai mantêm protagonismo não apenas pelo volume, mas também pela previsibilidade, refletindo a força das viagens intrarregionais.
O desempenho é impulsionado tanto pela proximidade geográfica quanto pelo aumento da conectividade aérea e por fatores econômicos que favorecem o deslocamento dentro da América do Sul.
Logo atrás, os mercados essenciais, liderados pelos Estados Unidos e pelas principais economias europeias, devem responder por 23% das chegadas. Apesar de continuarem estratégicos, esses países apresentam um crescimento mais moderado, influenciado por fatores como custos elevados de viagens de longa distância, preferência por deslocamentos regionais e um cenário econômico mais cauteloso, especialmente na Europa.
Já os mercados de crescimento, que incluem países como Colômbia, Peru, México e Canadá, aparecem como uma frente relevante de expansão no médio prazo. Embora o avanço projetado para 2026 seja mais tímido em comparação a outros grupos, o potencial desses mercados está diretamente ligado à capacidade do Brasil de ampliar sua presença por meio de ações promocionais mais direcionadas e ao fortalecimento das conexões aéreas.

MERCADOS DE OPORTUNIDADE
O destaque em termos de dinamismo, no entanto, fica com os mercados de oportunidade. Mesmo representando apenas 5% do total de chegadas, esse grupo deve registrar o maior crescimento percentual em 2026, com alta superior a 10%. Países como Austrália, Japão e, principalmente, África do Sul apresentam taxas expressivas, impulsionadas pelo aumento da conectividade e por mudanças estratégicas, como a flexibilização de vistos, no caso da China.
De forma geral, o cenário projetado para 2026 combina volume, estabilidade e novas frentes de expansão. Enquanto os mercados tradicionais garantem a base do fluxo turístico, destinos ainda pouco explorados passam a ganhar relevância, ampliando o alcance internacional do Brasil. Ao mesmo tempo, fatores como a valorização do custo-benefício do país e a expansão da malha aérea seguem como elementos centrais para sustentar o crescimento nos próximos anos.







