brasileiros em Portugal (Ana Azevedo/M&E)
Os brasileiros representam 35% dos volume de nacionalidades com entrada barrada no país (Ana Azevedo/M&E)

Brasileiros foram o principal grupo de estrangeiros impedidos de entrar em Portugal em 2025, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (Rasi). Ao todo, 749 brasileiros tiveram a entrada negada nos aeroportos do país, o que representa 35% dos 2.140 casos registrados no período.

O levantamento é produzido pelo governo português e consolida dados de controle migratório nas fronteiras aéreas. Na sequência dos brasileiros aparecem cidadãos de Angola (396), Cabo Verde (97), São Tomé e Príncipe (96), Guiné-Bissau (95), Reino Unido (74), Venezuela (54), Moldávia (49) e Timor-Leste (45), além de 484 registros sem nacionalidade especificada.

O relatório indica que a principal razão para os impedimentos é a ausência de documentação que comprove a finalidade da viagem e as condições de estadia. Também aparecem como fatores recorrentes a falta de visto ou autorização de residência, inexistência de documento de viagem válido e insuficiência de recursos financeiros para o período no país.

Impedimentos ao longo dos anos

brasileiros em Portugal
Brasil sobe novamente em ranking global (Divulgação/Inframerica)

Os dados mostram variação no volume de brasileiros barrados nos últimos anos. Em 2023, foram 179 registros, número que subiu para 1.470 em 2024 e recuou para 749 em 2025. Apesar da queda entre os dois últimos anos, os brasileiros mantêm a maior participação entre os casos registrados.

O total de estrangeiros impedidos de entrar em Portugal cresceu 23% em comparação com 2024, indicando aumento na fiscalização migratória e no controle documental nas fronteiras.

Nova Lei da Nacionalidade para brasileiros em Portugal

brasileiros em Portugal
O total de estrangeiros impedidos de entrar em Portugal cresceu 23% em comparação com 2024(Ana Azevedo/M&E)

O Parlamento de Portugal aprovou uma nova Lei da Nacionalidade que altera o tempo de residência exigido para brasileiros solicitarem a nacionalidade portuguesa. A nova regra estabelece o prazo de sete anos de residência no país para que o pedido seja aceito. A medida ainda aguarda sanção presidencial para entrar em vigor.

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