
A 38 dias da Copa do Mundo da Fifa , hotéis nas 11 cidades-sede dos Estados Unidos registram demanda abaixo do projetado, segundo relatório da American Hotel & Lodging Association (AHLA), divulgado pelo jornal The Athletic. O cenário ocorre apesar do interesse por ingressos para o torneio, que será realizado entre junho e julho no país, além de Canadá e México.
O levantamento foi produzido pela AHLA com base no desempenho do mercado hoteleiro nas cidades que receberão jogos, indicando que parte relevante dos empreendimentos ainda não alcançou os níveis esperados de ocupação para o período da competição.
Entre os fatores apontados está a menor presença de turistas internacionais, perfil que costuma concentrar estadias mais longas e maior gasto médio. O relatório cita como entraves o tempo de emissão de vistos para entrada nos Estados Unidos, o custo elevado das viagens, o dólar valorizado e incertezas geopolíticas que influenciam a decisão de deslocamento.
Copa do Mundo encarece a tarifa

Outro elemento identificado envolve a dinâmica de oferta. A liberação de blocos de quartos anteriormente reservados pela organização da Copa do Mundo da Fifa ampliou a disponibilidade no mercado, elevando o volume de inventário e pressionando as taxas de ocupação em algumas praças.
Representantes da hotelaria mantêm a projeção de recuperação da demanda nas semanas que antecedem o evento. A expectativa está associada à definição dos confrontos, ao avanço na comercialização de ingressos e à confirmação de viagens por parte dos torcedores.
A edição de 2026 da Copa do Mundo da Fifa será a maior da história da competição, com 48 seleções participantes e jogos distribuídos por diversas cidades da América do Norte, o que amplia a complexidade logística e a dispersão da demanda entre diferentes destinos.
*Com informações do jornal The Athletic.







