
Um terremoto de magnitude 6,1 atingiu a costa sul do Peru nesta terça-feira (19) e provocou momentos de tensão entre moradores da região de Ica, uma das áreas mais conhecidas pela atividade sísmica no país. O abalo ocorreu às 12h57 no horário local, equivalente a 14h57 em Brasília, segundo informações divulgadas pelo Instituto Geofísico do Peru (IGP). Até o momento, as autoridades locais não registraram vítimas, feridos ou danos estruturais graves.
O epicentro do terremoto foi localizado a cerca de 41 quilômetros ao sul da cidade de Ica, região que abriga aproximadamente 453 mil habitantes. O tremor aconteceu a uma profundidade de 81 quilômetros, fator que pode ter ajudado a reduzir impactos mais severos na superfície, apesar do susto relatado pela população.
Em Lima, capital peruana situada a centenas de quilômetros do epicentro, moradores também relataram ter sentido o tremor de forma moderada. Vídeos publicados nas redes sociais mostraram pessoas deixando edifícios, centros comerciais e residências poucos segundos após o início do abalo sísmico.
Área concentra grande parte dos terremotos registrados no planeta
O Peru está localizado no chamado Cinturão de Fogo do Pacífico, uma extensa faixa tectônica que concentra algumas das áreas sísmicas mais ativas do planeta. A região se estende pela costa oeste das Américas e alcança países do leste asiático e da Oceania.
Especialistas apontam que aproximadamente 80% dos terremotos registrados no mundo acontecem nessa área geológica. Isso ocorre por causa do encontro constante entre placas tectônicas, que acumulam pressão e acabam liberando energia em forma de tremores.
No caso peruano, os abalos sísmicos fazem parte da rotina da população. O país sul-americano convive há décadas com terremotos de diferentes magnitudes, principalmente nas regiões costeiras banhadas pelo Oceano Pacífico.
Além do Peru, países como Chile, Japão, México, Indonésia e Filipinas também integram o Cinturão de Fogo e frequentemente registram terremotos, tsunamis e atividades vulcânicas.
Moradores deixaram prédios e ruas ficaram movimentadas após o tremor
O terremoto gerou movimentação intensa em diferentes cidades do Peru logo após o abalo. Em Ica, moradores deixaram casas e prédios comerciais por precaução, enquanto funcionários interromperam atividades em escritórios e estabelecimentos.
Relatos publicados pela imprensa local apontaram momentos de correria em algumas áreas urbanas, principalmente em centros comerciais e condomínios residenciais. Apesar do susto, os serviços de emergência não registraram ocorrências graves até a última atualização das autoridades peruanas.
Em Lima, o tremor também causou apreensão entre moradores de edifícios altos, cenário comum em terremotos sentidos na capital peruana. Em vários bairros, pessoas desceram para as ruas enquanto aguardavam novas informações das autoridades.
O Centro de Operações de Emergência Nacional do Peru informou que equipes continuavam monitorando possíveis ocorrências relacionadas ao terremoto ao longo da tarde desta terça-feira.
Histórico de terremotos preocupa autoridades
Embora o terremoto desta terça-feira não tenha provocado danos significativos, o histórico sísmico do Peru mantém autoridades em estado permanente de alerta.
Um dos episódios mais marcantes aconteceu em 1970, quando um terremoto de magnitude 7,9 atingiu a região de Áncash e causou uma avalanche devastadora. Na época, cerca de 67 mil pessoas morreram, tornando o episódio uma das maiores tragédias naturais da história do país.
Nos últimos anos, o Peru também registrou outros tremores de forte intensidade. Em 2021, um terremoto de magnitude 7,5 atingiu a região amazônica do país e foi sentido em diferentes cidades, incluindo Lima.
Por causa da frequência dos abalos, o governo peruano realiza campanhas periódicas de prevenção e treinamento para evacuação em caso de terremotos mais intensos. Escolas, empresas e prédios públicos participam regularmente de simulações para orientar a população sobre protocolos de segurança.
Autoridades seguem monitorando a atividade sísmica
Após o terremoto de magnitude 6,1 registrado em Ica, órgãos peruanos continuam monitorando possíveis réplicas e atualizações sobre a atividade tectônica na região. Até o momento, não houve alerta de tsunami emitido pelas autoridades locais.
Especialistas explicam que terremotos com profundidade maior tendem a causar menos destruição na superfície em comparação aos abalos rasos, apesar de poderem ser sentidos em áreas mais amplas.
O Instituto Geofísico do Peru segue acompanhando a situação e reforçou a orientação para que moradores mantenham a calma em caso de novos tremores e sigam protocolos básicos de segurança, como procurar áreas abertas e evitar elevadores durante evacuações.
Com mais de 34 milhões de habitantes, o Peru permanece entre os países latino-americanos mais atentos à atividade sísmica, justamente por sua localização estratégica em uma das áreas geológicas mais instáveis do planeta.







