
A ligação entre o Aeroporto de Brasília e o centro da capital por veículo leve sobre trilhos (VLT) integra um projeto de mobilidade que prevê 28 estações ao longo de 22 quilômetros e investimento estimado em R$ 3,9 bilhões.
Ainda sem prazo definido para implantação, o projeto é conduzido pela Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal e está estruturado em duas fases. A primeira contempla a implantação do trecho entre o Terminal Asa Sul/Setor Hípico e o Terminal Asa Norte, enquanto a segunda prevê a extensão da linha até o Aeroporto de Brasília.

Segundo a Semob-DF, a primeira etapa terá aproximadamente 16 quilômetros de extensão, 24 estações e operação com 33 trens. Já a segunda contará com cerca de 6 quilômetros, quatro estações e seis composições. Ao final, o sistema deverá operar com 39 trens.
Ao portal Metrópoles, o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, informou que cada veículo terá 45 metros de comprimento, distribuídos em sete módulos, com capacidade para transportar entre 400 e 560 passageiros.
Projeto em Brasília por ajustes

O processo de implementação do VLT em Brasília foi iniciado em 2019 e atualmente passa por adequações solicitadas pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal. As alterações buscam adequar o empreendimento às exigências de preservação e tombamento do Plano Piloto.
Entre as mudanças previstas está a substituição do sistema de alimentação elétrica originalmente projetado por fiação aérea. A nova proposta prevê alimentação por cabos instalados sob o solo, modelo semelhante ao utilizado no VLT do Rio de Janeiro.
Acesso ferroviário aos aeroportos
Com a proposta, Brasília busca integrar o grupo de cidades brasileiras que possuem conexão direta entre aeroportos e sistemas de transporte sobre trilhos. Em São Paulo, o aeromóvel do Aeroporto Internacional de Guarulhos conecta os terminais à Linha 13-Jade da CPTM e entrou em operação parcial em fevereiro. Também na capital paulista, o Aeroporto de Congonhas passou a contar com ligação direta ao metrô em março, após mais de uma década de espera.
Além de São Paulo, cidades como Fortaleza, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro possuem sistemas que chegam diretamente aos aeroportos. No caso da capital gaúcha, o aeromóvel permanece fora de operação desde as enchentes de 2024 e ainda não há previsão para retomada do serviço.
*Com informações do Metrópoles.







