
Grupos de defesa dos direitos humanos manifestaram preocupação com o ambiente que cercará a Copa do Mundo 2026 nos Estados Unidos. Segundo as organizações, políticas migratórias mais rígidas, restrições de visto e ações de fiscalização podem impactar torcedores, jornalistas e trabalhadores envolvidos no torneio.
A preocupação foi apresentada pela Sport & Rights Alliance, coalizão internacional que reúne entidades ligadas à proteção dos direitos humanos. O grupo afirma que a resposta da FIFA às possíveis ameaças tem sido insuficiente diante do cenário atual nos Estados Unidos.
Entidades europeias e internacionais reforçam alertas para a Copa do Mundo 2026
Entre os pontos levantados estão restrições de entrada no país, fiscalização nas fronteiras, políticas de deportação e possíveis impactos à liberdade de imprensa. Andrea Florence, diretora-executiva da Sport & Rights Alliance, afirmou que há um “clima de medo, incerteza e repressão” às vésperas do início da competição.
A Casa Branca rebateu as críticas e declarou que o governo trabalha para garantir que o torneio seja uma experiência segura para visitantes e torcedores. Já a FIFA ainda não havia se pronunciado oficialmente sobre os questionamentos apresentados pelas organizações.
Os alertas não são inéditos. Nos últimos meses, entidades como a Human Rights Watch e organizações ligadas à liberdade de imprensa também divulgaram comunicados destacando possíveis riscos relacionados à política migratória norte-americana e ao trabalho de jornalistas durante a realização do Mundial.
A Copa do Mundo 2026 será disputada entre Estados Unidos, Canadá e México e contará, pela primeira vez, com a participação de 48 seleções. A abertura está prevista para a próxima semana.







