
A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) manifestou preocupação com registros divulgados em redes sociais que apontam possíveis práticas inadequadas durante atividades de observação de baleias no litoral norte de São Paulo. A entidade defende reforço na fiscalização e no monitoramento da atividade pelos órgãos ambientais.
Segundo a APqC, a observação destes animais pode ter função educativa e científica quando realizada dentro das regras, mas relatos de aproximação excessiva de embarcações, perseguição de animais e aumento desordenado da atividade indicam risco de impacto sobre as espécies.
Associação critica aumento de passeios para avistamento de baleia
A associação também critica a expansão comercial dos passeios, especialmente em Ilhabela, com valores superiores a R$ 500 por pessoa, e afirma que a atividade tem sido tratada como produto turístico de alto custo. Para a APqC, essa dinâmica pode contrariar princípios de observação responsável.
A entidade cita ainda preocupação com a capacidade de fiscalização ambiental no estado e defende a manutenção e o fortalecimento da estrutura técnica dos órgãos responsáveis pela área.
As baleias utilizam o litoral brasileiro para reprodução e cuidado dos filhotes. Segundo a APqC, ruídos de embarcações, excesso de aproximação e tráfego intenso podem gerar estresse nos animais. A entidade menciona o Guia de Observação de Baleias do Projeto Baleia Jubarte, que estabelece regras para reduzir impactos.
Diante desse cenário, a APqC defende maior controle da atividade e acompanhamento contínuo dos impactos da observação dos animais no litoral de São Paulo.







