
ESPANHA – O Legend of the Seas, novo navio da Royal Caribbean que inicia operações em 4 de julho no Mediterrâneo, marca a estreia da Classe Icon na Europa e consolida a estratégia da companhia de ampliar sua atuação em mercados fora da América do Norte. A embarcação foi projetada para atender diferentes perfis de viajantes em uma mesma viagem, com experiências organizadas de forma a reduzir interferências entre públicos distintos.
- Como é o Legend of the Seas? Conheça tudo por dentro do novo gigante da Royal Caribbean; fotos
- Legend of the Seas volta aos mares: quais as diferenças entre os navios da Royal Caribbean de 1995 e 2026?
- Como é dormir no Legend of the Seas? Conheça as cabines do navio da Royal Caribbean; fotos
A estratégia foi detalhada em entrevista ao MERCADO & EVENTOS a bordo do navio, em Málaga, por Itzel Valdés, vice-presidente adjunta da Royal Caribbean para a América Latina e o Caribe, e Renata Lazari, diretora-geral da companhia no Brasil. Segundo elas, o desenvolvimento do projeto considera o comportamento dos hóspedes e o feedback das operações anteriores da Classe Icon.
“É uma marca internacional, então ela vai focar realmente na diversidade para todos. Isso não é apenas para famílias. Podemos descrever família como um casal, um grupo de amigos. Família é apenas uma palavra que se expande. O que você considerar uma família, a Royal Caribbean vai ter sempre uma experiência para atendê-los”, afirmou Itzel.

Na prática, essa abordagem se traduz na organização do navio em bairros temáticos, que agrupam atrações por tipo de experiência e perfil de público. A estrutura foi desenvolvida a partir da operação de navios anteriores e busca concentrar atividades semelhantes em áreas específicas, reduzindo deslocamentos e organizando o fluxo de passageiros a bordo.
“O desenho do Surfside, por exemplo, reflete uma compreensão profunda das necessidades de famílias com crianças pequenas. A conjunção de atrativos mantém tudo concentrado em uma mesma área, o que melhora a experiência mesmo em navios com grande capacidade de passageiros”, afirmou Renata Lazari.

A lógica se estende à separação entre espaços de uso geral e áreas exclusivas, permitindo que diferentes perfis utilizem o navio simultaneamente sem sobreposição de atividades. “O que prezamos é que o hóspede não precise comprometer sua experiência pessoal. Quando se viaja em grupo, normalmente alguém acaba fazendo uma atividade que não era exatamente a que gostaria. Na Royal Caribbean, cada um pode aproveitar aquilo que tem vontade”, disse Renata.
Europa como novo eixo de expansão da Royal Caribbean

A estreia do Legend of the Seas no Mediterrâneo insere a Classe Icon pela primeira vez no mercado europeu, até então concentrado principalmente na América do Norte e no Caribe. A operação é parte da estratégia da companhia de adaptar sua oferta a diferentes regiões, mantendo a base do produto com ajustes em programação, gastronomia e entretenimento.
“O entretenimento, a música e toda a programação são pensados para mercados internacionais, não apenas para o público norte-americano. Sempre ouvimos o feedback dos hóspedes para adaptar a experiência em cada região”, afirmou Itzel.
A expansão inclui investimentos em infraestrutura, como a inauguração de um novo terminal em Barcelona prevista para este ano, voltado a embarcações da Classe Icon. A definição dos itinerários, segundo a companhia, depende de critérios técnicos como capacidade dos portos e volume de passageiros.
“A escolha do navio para cada rota depende da capacidade portuária de receber a tonelagem e o volume de passageiros. Também avaliamos se a cidade consegue absorver essa demanda”, explicou Itzel.
Planejamento de frota
Após a temporada no Mediterrâneo, o Legend of the Seas seguirá para Fort Lauderdale, onde operará roteiros no Caribe Sul. Em 2027, o navio retorna à Europa para nova temporada de verão. O planejamento da frota é estruturado em ciclos de aproximadamente dois anos, permitindo ajustes conforme demanda e desempenho por região.
A companhia também mantém em avaliação projetos de expansão em destinos estratégicos, como o porto de Mahahual, no México.
*O M&E viaja com proteção da GTA.







